Quem sustenta você enquanto você sustenta o mundo?
Por Isabela Ferreira •
junho 17, 2026
Por: Dra Kátia Pegos – Psiquiatra e especialista em saúde mental da Tría de Rosa
Talvez essa seja uma das perguntas mais fundamentais e, paradoxalmente, uma das mais difíceis que uma mulher pode se fazer.
Passamos grande parte da vida aprendendo a olhar para fora.
Aprendemos a cuidar.
A antecipar necessidades.
A perceber nuances emocionais que ninguém mais vê: o cansaço disfarçado, a tristeza silenciada, a preocupação que mal se confessa.
Aprendemos, sobretudo, a sustentar.
Sustentamos filhos.
Relacionamentos.
Famílias inteiras.
Equipes de trabalho.
Empresas.
Sustentamos sonhos, muitas vezes sonhos que nem são os nossos. E fazemos isso com tamanha competência que o trabalho invisível se torna quase imperceptível, embora nunca indolor.
A sociologia até criou um nome para parte desse fenômeno: mankeeping ,a responsabilidade silenciosa de manter vivas as conexões sociais ao redor dos homens.
São as mulheres que lembram aniversários, organizam encontros, preservam vínculos, criam oportunidades para que as relações continuem existindo.
Mas o mankeeping é apenas a superfície.
A verdade é que muitas mulheres não cuidam apenas das conexões dos homens.
Elas cuidam das conexões de todos.
Transformam-se nas guardiãs emocionais da família.
Tecelãs de vínculos.
As que mantêm a trama humana unida quando tudo ameaça se desfazer.
E é aqui que nasce a exaustão mais profunda.
Não a exaustão da agenda cheia, da lista de tarefas infinita ou da sobrecarga mental, embora tudo isso pese. Mas a exaustão de quem oferece pertencimento continuamente sem encontrar espaços onde também possa recebê-lo.
A Medicina do Estilo de Vida reconhece a conexão social como um pilar essencial da saúde. Mas existe uma diferença radical entre estar cercada de pessoas e sentir-se verdadeiramente amparada por elas.
Muitas mulheres estão cercadas. Poucas estão acolhidas.
Muitas cuidam. Poucas recebem cuidado.
Muitas escutam. Poucas encontram um ouvido que realmente as ouça.
Por isso tantas chegam à segunda metade da vida com uma sensação que não sabem nomear.
Não é solidão. Ao menos não no sentido óbvio.
É a estranha invisibilidade de quem foi tão necessária ao mundo que acabou desaparecendo de si mesma.
Não porque não sejam amadas. Mas porque passaram tanto tempo sustentando o mundo ao redor que deixaram de construir lugares onde elas próprias pudessem repousar.
Talvez seja hora de inverter a pergunta.
Em vez de se perguntar apenas quem precisa de você, pergunte: Quem está presente para você?
Quem conhece suas dores antes que você as esconda? Quem percebe quando você não está bem, mesmo quando você disfarça? Quem sustenta você enquanto você sustenta o mundo?
Porque força não é carregar tudo sozinha.
Força também é ter para onde voltar quando o peso se torna grande demais.
E talvez uma vida verdadeiramente saudável não seja aquela em que sustentamos todos os vínculos, mas aquela em que também encontramos pessoas capazes de nos sustentar.
Ainda acreditamos no amor
Por Isabela Ferreira •
junho 12, 2026
Hoje é 12 de junho.
O dia em que o amor ganha as ruas do Brasil.
Os restaurantes ficam lotados. As floriculturas trabalham sem parar. Homens atravessam a cidade carregando buquês como verdadeiros mensageiros do romantismo. As redes sociais se enchem de declarações, fotografias, vídeos, promessas e até anúncios de novos capítulos, porque há quem escolha justamente esta data para contar ao mundo que uma nova história está prestes a começar.
E, por mais que alguns insistam em dizer que o amor não precisa de uma data para ser celebrado, existe algo profundamente bonito em ver um país inteiro falando sobre afeto ao mesmo tempo.
Em um mundo que nos cobra velocidade, produtividade e resultados, o Dia dos Namorados nos convida a desacelerar.
A olhar nos olhos. A segurar uma mão. A dizer “eu te amo” sem pressa. A agradecer por quem escolhe permanecer.
Porque o amor raramente está nos grandes acontecimentos. Ele mora nos detalhes que quase passam despercebidos. Na mensagem de bom dia enviada antes do primeiro café. No abraço que silencia um dia difícil. Na risada compartilhada na cozinha. Na companhia durante uma viagem. Na presença que transforma um dia comum em algo memorável.
Talvez seja por isso que as histórias de amor nunca saem de moda.
Dos clássicos do cinema aos romances que dominam as listas de mais vendidos, seguimos apaixonados por histórias que falam sobre encontros, despedidas, reencontros e segundas chances.
Assistimos Noah esperar por Allie em Diário de uma Paixão. Nos emocionamos com amores que desafiam o tempo, a distância e as circunstâncias. E mais recentemente nos apaixonamos por casais como Garrett Graham e Hannah Wells, da série Off Campus, personagens cheios de medos e cicatrizes, mas que descobriram algo que todos nós procuramos: alguém que os enxergasse exatamente como são.
Porque nunca foi sobre perfeição. Nunca foi sobre encontrar alguém sem defeitos.
Sempre foi sobre encontrar alguém que faça o mundo parecer um pouco mais leve.
Alguém que conheça as nossas falhas e, ainda assim, escolha ficar.
No fundo, o sucesso dos romances não está nos beijos cinematográficos, nos gestos grandiosos ou nos finais felizes. Está na esperança que eles despertam.
A esperança de que o amor exista. A esperança de que ele aconteça.
A esperança de que alguém, em algum lugar, esteja procurando por nós da mesma forma que procuramos por ele.
E talvez seja por isso que até quem diz não acreditar no amor para por alguns segundos diante de uma declaração sincera.
Porque todos nós queremos ser vistos. Todos nós queremos pertencer. Todos nós queremos ter alguém para ligar quando algo maravilhoso acontece. Todos nós queremos alguém para segurar a nossa mão quando algo terrível acontece.
No fundo, todos nós desejamos compartilhar a vida.
Porque a vida, por mais extraordinária que seja, nunca foi feita para ser atravessada sozinho.
O amor está no primeiro frio na barriga e também nas rugas compartilhadas décadas depois.
Está no primeiro encontro e na escolha diária de continuar. Está nos planos para o futuro e nas memórias construídas ao longo do caminho. Está na coragem de tentar novamente depois de uma decepção. Está na esperança de quem ainda espera. E na gratidão de quem já encontrou.
Neste 12 de junho, enquanto as flores mudam de mãos, os brindes são feitos e milhares de histórias são celebradas, talvez o mais bonito seja lembrar que o amor continua sendo a força que move o mundo.
Ele inspira livros. Inspira filmes. Inspira músicas. Inspira sonhos.
E inspira as melhores versões de nós mesmos.
Porque, no final das contas, não são os bens que acumulamos, os títulos que conquistamos ou os lugares que visitamos que permanecem para sempre.
O que permanece são as pessoas.
As conversas que tivemos. Os abraços que recebemos. Os momentos que compartilhamos. Os amores que vivemos.
E talvez o verdadeiro motivo de celebrarmos o amor seja este: ele nos lembra que, em meio a toda a correria da vida, a nossa maior sorte nunca foi encontrar o sucesso.
Foi encontrar alguém para dividir a vida enquanto a vivíamos.
A nova face da Mulher Madura.
Por Isabela Ferreira •
junho 10, 2026
Por: Dra Nárcia Vilaça da tria de rosa — Ginecologista e Obstreta
Durante muito tempo, a sociedade contou às mulheres uma história equivocada: a de que a juventude seria o auge da vida feminina e que, depois dela, restaria apenas a adaptação silenciosa ao envelhecimento. Hoje, muitas mulheres têm se recusado a acreditar nessa narrativa.
A mulher madura não é uma versão desgastada de quem foi um dia. Ela é o resultado de tudo o que viveu. Carrega as marcas do tempo, mas também a experiência, a lucidez e a liberdade que só os anos são capazes de oferecer. Muitas vezes, é justamente nessa fase que ela começa a se sentir mais próxima de sua essência.
No consultório, percebo uma transformação interessante. As mulheres não chegam mais apenas perguntando como tratar os sintomas da menopausa. Elas querem saber como preservar sua energia, sua saúde mental, sua capacidade física, sua sexualidade e seus projetos de vida. Não estão buscando apenas ausência de doença; estão buscando qualidade de vida.
A maturidade tem proporcionado algo valioso: a oportunidade de revisar prioridades. Depois de décadas dedicadas aos filhos, ao parceiro, à carreira e às inúmeras responsabilidades da vida adulta, muitas mulheres começam a fazer uma pergunta fundamental: “E eu, onde fico nessa história?”
Pela primeira vez, muitas se permitem escolher sem a necessidade constante de aprovação. Aprendem que agradar a todos tem um custo alto demais. Descobrem que cuidar de si não é um luxo, mas uma responsabilidade. E compreendem que não precisam mais ocupar os espaços que lhes foram impostos; podem construir os seus próprios.
-É nesse contexto que surge o conceito NOLT — New Older Living Trend — um movimento que descreve pessoas que vivem a maturidade de forma ativa, autônoma e protagonista. O mérito desse conceito está em mostrar que envelhecer não significa desaparecer socialmente. Pelo contrário. Muitas mulheres encontram justamente nessa fase a coragem para iniciar novos projetos, viajar, empreender, estudar, amar novamente ou simplesmente viver de maneira mais alinhada aos seus valores.
Mas existe uma reflexão importante. O verdadeiro avanço não está em criar novos rótulos para substituir a palavra “velha” ou “idosa”. O desafio é maior: precisamos aprender a enxergar valor em todas as etapas da vida. Afinal, envelhecer não deveria ser algo do qual tentamos nos afastar. Envelhecer é um privilégio que nem todos alcançam.
Quando falamos de sexualidade, esse entendimento torna-se ainda mais necessário. Durante décadas, a sociedade associou desejo, sensualidade e prazer exclusivamente à juventude. Como consequência, muitas mulheres cresceram acreditando que a menopausa marcaria o fim da vida sexual.
A realidade é muito diferente.
A sexualidade madura não costuma ser menor; ela apenas se torna diferente. Menos baseada em performance e mais conectada à intimidade. Menos preocupada em corresponder expectativas e mais interessada em gerar prazer autêntico. Muitas mulheres relatam que, quando recebem tratamento adequado para os sintomas hormonais e se libertam de antigas cobranças, passam a viver uma sexualidade mais consciente e satisfatória do que em décadas anteriores.
O desejo não tem prazo de validade. O afeto não envelhece. A necessidade de toque, conexão e pertencimento continua existindo em qualquer idade.
A mulher madura também espera relacionamentos mais verdadeiros. Ela já aprendeu que presença vale mais do que promessas e que reciprocidade é mais importante do que conveniência. Busca vínculos que tragam paz, não desgaste. Conversas que acolham, não que julguem. Companhias que somem, não que consumam sua energia.
Outra expectativa legítima é a de continuar crescendo. Existe um mito de que o desenvolvimento pessoal acontece apenas na juventude. Entretanto, inúmeras mulheres iniciam suas maiores transformações após os 50 anos. Mudam de profissão, terminam relacionamentos que não fazem mais sentido, descobrem novos talentos, encontram novos amores ou passam a dedicar tempo a sonhos que ficaram adormecidos por décadas.
A maturidade não representa o encerramento de possibilidades. Em muitos casos, representa o início de uma nova liberdade.
O que a mulher madura espera da vida, no fundo, é algo muito simples: continuar sendo protagonista da própria história. Ela deseja saúde para realizar seus projetos, autonomia para fazer escolhas, relações que façam sentido, prazer para desfrutar o presente e respeito por tudo o que construiu.
Não busca voltar a ser jovem. Busca algo muito mais interessante: ser plenamente quem se tornou.
E talvez essa seja a maior conquista da maturidade. Chegar a uma fase da vida em que a opinião mais importante deixa de ser a dos outros e passa a ser a sua própria. Uma fase em que a beleza não está na ausência de rugas, mas na presença de propósito. Em que a idade deixa de ser uma limitação e passa a ser uma narrativa rica, construída com coragem, perdas, aprendizados e reinvenções.
Ela espera mais profundidade, mais verdade, mais liberdade e mais significado.
E tem todo o direito de esperar.
Elegância em Paris: O sim de Elisa e Alexandre, o evento da temporada
Por Isabela Ferreira •
junho 7, 2026
Foto créditos Lufz
6 de junho de 2026
Caro e estimado leitor,
Ah, Paris…
A cidade onde promessas parecem mais eternas, onde cada esquina poderia servir de cenário para uma história de amor escrita pelos mais românticos autores. E, como não poderia deixar de ser, foi justamente ali que a encantadora Elisa Zarzur e o distinto Alexandre Negrão escolheram celebrar o capítulo mais aguardado de sua própria história.
Mas não se deixe enganar pela aparente simplicidade da data.
O dia 6 de junho de 2026 não foi escolhido ao acaso. Longe disso. Para aqueles atentos aos detalhes e esta autora certamente se inclui entre eles, a data carrega significados dignos de nota. Marca exatamente dez anos desde a inesquecível festa de debutante de Elisa, além de assinalar o aniversário da oficialização de seu relacionamento com Alexandre.
“Sou muito ligada à astrologia, e a data tem uma numerologia muito forte. O número seis representa a família”, revelou a noiva à Vogue. E como os entusiastas dos astros bem sabem, o tão comentado portal 6/6 possui um simbolismo especial, associado ao amor, à harmonia e aos laços duradouros.
Entretanto, meus caros, antes de chegarmos ao momento em que Paris parou para assistir a um dos casamentos mais comentados do ano e antes de analisarmos o vestido que fez o universo da moda prender a respiração, devemos retornar algumas páginas desta história.
Pois toda grande celebração possui seus bastidores. E nós vamos mergulhar nos bastidores dos contos de fadas, com curadoria de moda de ninguém menos que Rita Lazzarotti.
25 de abril, São Paulo – Brasil
O vestido para o chá bar Ilya Migmoon teve seu corset estruturado, drapeados precisos e plumas sutis, equilibra romantismo e arquitetura com rara leveza. Há uma sensualidade refinada na silhueta, mas também algo etéreo, quase celestial. Um vestido que não apenas veste uma noiva, mas constrói uma narrativa. Porque os grandes looks de bridal sempre fazem isso: transformam sonho em forma.
Foto reprodução Instagram @elisazarzur
10 de maio, São Paulo – Brasil
Para o casamento civil, Elisa escolheu o elegante La Rouge Belle como cenário para as comemorações que antecederam a cerimônia. Em perfeita sintonia com a estética quiet luxury, surgiu usando um refinado tailleur branco de saia da Chanel, combinado a um delicado chapéu adornado por flores e babados, scarpins rendados e joias da Tiffany & Co., maison da qual é embaixadora.
O resultado foi um visual que parecia transcender o tempo: uma mistura impecável de herdeira da aristocracia europeia com protagonista de um clássico filme francês. Sofisticado sem esforço, romântico sem excessos e, acima de tudo, absolutamente inesquecível.
Foto reprodução Instagram @elisazarzur
Foto reprodução Instagram @elisazarzur
3 de junho, Paris
Para um jantar intimista que reuniu familiares e amigos mais próximos, Elisa voltou a demonstrar sua predileção por peças carregadas de história e significado. A noiva surgiu deslumbrante em um vestido Christian Dior vintage, uma escolha que refletia perfeitamente sua apreciação pela alta-costura atemporal.
Foto reprodução X
4 de junho – Paris
Para o destination wedding, Elisa preparou uma programação especial para receber seus convidados em Paris, com celebrações que tiveram início já na quinta-feira. Para a ocasião, escolheu uma impressionante criação de alta-costura de Jean Paul Gaultier by Ludovic de Saint Sernin, apresentada no desfile da coleção Verão 2025 da maison.
A peça, marcada por sua sensualidade sofisticada e pelo trabalho artesanal característico da alta-costura parisiense, refletia perfeitamente o espírito da celebração: moderna, elegante e absolutamente inesquecível. Com a escolha, Elisa não apenas homenageou uma das maisons mais icônicas da moda francesa, como também reafirmou sua posição como uma das noivas mais observadas do cenário fashion contemporâneo.
Foto reprodução Instagram
6 de junho, Paris
E então o sim aconteceu na icônica Igreja de La Madeleine com Elisa usando uma criação exclusiva da Dior que levou oito meses para ganhar forma. Foram mais de 640 horas de trabalho artesanal, cinco viagens à capital francesa e uma busca que passou pelas maiores maisons do mundo até culminar em um encontro que, segundo a própria noiva, foi imediato: “Foi o vestido que eu não sabia que estava procurando.”
E talvez seja exatamente isso que diferencia a alta-costura do luxo convencional. Não se trata apenas de vestir uma mulher, mas de traduzir um momento irrepetível.
Inspirado nas curvas encontradas na natureza, o modelo revela a assinatura poética da Dior em cada detalhe: renda Chantilly francesa tecida à mão, cristais bordados, volumes que lembram pétalas em movimento e uma construção arquitetônica que parece flutuar ao redor do corpo. Nas costas, uma abertura dramática revela delicados painéis de renda, enquanto a saia em cetim duchese de seda desliza com a mesma elegância das grandes histórias de amor.
Há ainda um detalhe capaz de emocionar até os mais céticos: a peça marca o último trabalho assinado pela costureira mais antiga ainda em atividade no atelier da Dior, um adeus silencioso costurado entre pontos, rendas e memórias.
Como em todo grande romance parisiense, os acessórios também tiveram seu papel. A maison coordenou véu, sapatos e buquê, enquanto diamantes Tiffany & Co completaram a narrativa.
Foto reprodução vogue noiva
Conto de fadas
Mas os contos de fadas raramente terminam no momento em que os noivos dizem “sim”.
Na verdade, é justamente ali que eles começam.
Quando as portas da Madeleine se abriram e os recém-casados surgiram sob o céu parisiense, foram recebidos não apenas pelos aplausos de familiares e amigos, mas pela admiração coletiva de todos aqueles que acompanharam cada capítulo desta história. Havia algo de cinematográfico naquela cena como se Paris, por algumas horas, tivesse decidido interpretar a si mesma.
E que cenário poderia ser mais apropriado?
A cidade que inspirou artistas, escritores e apaixonados ao longo dos séculos, agora servia de palco para uma nova história de amor. Uma história construída entre encontros, escolhas, viagens e a delicada certeza de que algumas pessoas estão destinadas a encontrar umas às outras.
Enquanto a noite caía sobre a capital francesa e as luzes da cidade começavam a refletir nas margens do Sena, os convidados seguiram para uma celebração que combinava a grandiosidade de um casamento real com a intimidade de uma reunião entre amigos.
Flores, velas, música e conversas que se estenderam madrugada adentro compunham o cenário perfeito para uma ocasião que jamais pretendeu ser apenas um evento social. Era uma celebração de família, de amor e de permanência.
E talvez seja por isso que este casamento tenha encantado tantas pessoas.
Não apenas pelos vestidos, pelas joias ou pelo cenário extraordinário.
Mas porque, em uma época tão acelerada, Elisa e Alexandre nos ofereceram algo raro: a oportunidade de acreditar, ainda que por um instante, no romantismo dos grandes amores.
E convenhamos, querido leitor…
Às vezes, todos nós precisamos de um pouco de magia.
Foto reprodução Instagram
O verdadeiro luxo é viajar sem preocupações: como proteger sua casa durante o feriado prolongado
Por Isabela Ferreira •
junho 3, 2026
Existe uma arte em viajar. Escolher o destino, confirmar a reserva daquele hotel desejado, organizar roteiros e imaginar os dias que estão por vir. Mas, entre a empolgação da viagem e a expectativa do descanso, uma pergunta costuma ficar para depois: quem cuida da sua casa quando você não está?
Às vésperas de mais um feriado prolongado, quando aeroportos ganham movimento e condomínios ficam mais silenciosos, a segurança se torna parte essencial do planejamento. Afinal, de nada adianta uma viagem perfeita se a tranquilidade ficou para trás.
Para entender quais medidas realmente fazem diferença antes de fechar a porta e seguir viagem, conversamos com João Carlos, consultor de segurança com mais de 30 anos de experiência em Segurança Pública e Privada e fundador da Jetaps, empresa especializada em consultoria, gestão de riscos e treinamentos voltados à segurança corporativa e patrimonial.
Segundo o especialista, a proteção de um imóvel começa muito antes da instalação de equipamentos ou sistemas tecnológicos. Ela passa, principalmente, pelas pessoas.
“Esteja cercado por pessoas confiáveis”, orienta. Para ele, familiares, colaboradores domésticos, prestadores de serviço e funcionários devem compreender a importância do sigilo sobre a rotina da residência. “O sigilo de informações é tudo na segurança patrimonial e privada”, afirma.
Antes de viajar, João Carlos recomenda uma revisão completa dos itens de segurança da propriedade. Fechaduras, portões, sistemas de monitoramento, alarmes e circuitos internos de TV devem estar em pleno funcionamento. Ele também destaca a importância de contratar empresas de monitoramento com boa reputação e histórico confiável, além de manter áreas externas bem iluminadas, especialmente em casas e sítios.
Curiosamente, uma solução considerada tradicional ainda figura entre as mais eficazes. As fechaduras do tipo tetra-chave continuam sendo, segundo o consultor, uma das opções mais seguras para reforçar a proteção dos acessos.
Mas afinal, o que costuma chamar a atenção de criminosos quando uma residência está vazia?
Em imóveis que não contam com a proteção de condomínios fechados ou rondas de vigilância, alguns sinais podem indicar ausência prolongada. Falta de movimentação, luzes permanentemente acesas ou totalmente apagadas e até mesmo a ausência de animais de guarda são observados por quem monitora possíveis alvos.
Outro fator de risco é a ostentação excessiva e o vazamento de informações sobre viagens ou patrimônio. Por isso, uma estratégia simples pode fazer toda a diferença: pedir que uma pessoa de confiança visite o imóvel periodicamente durante a ausência da família.
“A movimentação é necessária para mostrar que a residência está ocupada e não vazia”, explica.
Para quem busca um nível extra de proteção, a tecnologia tem avançado rapidamente. Entre os recursos que mais chamam atenção atualmente está o sistema antifurto por fumaça, capaz de liberar uma névoa densa em segundos, reduzindo instantaneamente a visibilidade e desorientando invasores. Quando combinado com sirenes de alta potência, o equipamento se torna um forte aliado contra invasões.
Além disso, sistemas de reconhecimento facial, controle de acesso biométrico, câmeras inteligentes com inteligência artificial, drones de vigilância e plataformas integradas de monitoramento já fazem parte da realidade de residências de alto padrão. Por meio dessas plataformas, é possível centralizar e acompanhar, em uma única interface, imagens em tempo real, alarmes, registros de acesso e até o rastreamento de veículos, proporcionando maior controle e eficiência na gestão da segurança.
E se existe um hábito cada vez mais comum durante as viagens, mas que merece atenção, é o compartilhamento instantâneo de experiências nas redes sociais.
Para João Carlos, publicar fotos, vídeos e localização em tempo real pode representar um risco significativo. Há casos de residências monitoradas por criminosos justamente por meio das redes sociais dos proprietários.
A recomendação é simples: aproveite a viagem agora e publique depois. Além disso, evite mostrar fachadas, janelas, ruas ou qualquer detalhe que permita identificar o endereço da residência.
No fim das contas, segurança não é apenas sobre equipamentos sofisticados ou tecnologias de última geração. É sobre planejamento, discrição e prevenção. Porque o verdadeiro luxo não está apenas em partir, mas em saber que tudo estará exatamente como você deixou quando voltar.