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O que você precisa saber sobre: Miomas

Por: Dra Nárcia Vilaça da tria de rosa — Ginecologista e Obstreta

Com certeza, você já ouviu falar em miomas uterinos.
Se você está na fase reprodutiva, especialmente entre os 30 e 50 anos, é importante entender o que são, como se manifestam e quando exigem atenção. Como ginecologista, vejo muitas pacientes chegarem ao consultório assustadas com esse diagnóstico. Mas a boa notícia é: nem todo mioma é motivo de preocupação.


Miomas são tumores benignos do útero, formados por tecido muscular. Eles podem variar bastante de tamanho desde pequenos nódulos, imperceptíveis ao toque, até massas maiores, do tamanho de um mamão, que aumentam o volume abdominal.

O mais importante é saber que eles não são câncer e, na imensa maioria das vezes, não se transformam em algo maligno. Cerca de 20 a 80% das mulheres terão algum mioma ao longo da vida, mas muitas mulheres nem sabem que têm miomas. Eles são visualizados em ultrassonografia e a maioria não apresentam sintomas.


Quando os sintomas aparecem, os mais comuns são sangramentos menstruais intensos e prolongados, cólicas mais fortes, sensação de pressão na pelve, aumento do volume abdominal e até dificuldade para engravidar, dependendo da localização do mioma.

Os miomas que crescem mais próximos à camada interna do útero (o endométrio) tendem a provocar mais sintomas. Alguns sintomas merecem atenção, pois podem impactar diretamente na qualidade de vida e na saúde da mulher.


O tratamento vai depender de vários fatores: tamanho, número, localização dos miomas, sintomas e desejo ou não de engravidar. Em muitos casos, o acompanhamento clínico com exames regulares é suficiente. Mas quando os sintomas são incômodos ou há impacto na fertilidade, temos opções que vão desde medicamentos até cirurgias minimamente invasivas.

O mais importante é que cada mulher receba uma abordagem personalizada, com base em sua história e nas suas necessidades.


Se você recebeu esse diagnóstico, não se apavore. Busque informações seguras, converse com seu ginecologista de confiança.


Lembre-se: conhecimento é o primeiro passo para o cuidado com o seu corpo.

Cannes não é só sobre filmes. É sobre poder

Existe um momento específico em Cannes em que tudo muda. Não é exatamente quando as luzes do tapete vermelho acendem. Nem quando o primeiro flash explode diante do Palais des Festivals. É antes. Talvez no instante em que um vestido deixa silenciosamente o ateliê de uma maison parisiense dentro de uma capa de seda. Ou quando um colar de alta-joalheria cruza a Riviera escoltado como uma obra de arte.

Porque Cannes nunca foi apenas sobre cinema. E talvez nunca tenha pretendido ser.

Na 79ª edição do Festival de Cannes, em 2026, o que acontece diante das câmeras é apenas a superfície de um ecossistema bilionário onde imagem, desejo e poder cultural se encontram com precisão quase coreografada. O festival se consolidou como o maior palco de construção simbólica do mercado de luxo contemporâneo. Um lugar onde moda, alta-costura, joalheria e branding disputam atenção global quadro a quadro.

E eu não pude deixar de me perguntar: hoje, quem realmente estrela Cannes? Os filmes… ou as marcas?

Foto: Hande Gallery

O tapete vermelho como território de influência

Durante décadas, Hollywood construiu estrelas. Cannes transformou essas estrelas em patrimônio visual do luxo.

A cada aparição, existe uma operação silenciosa em andamento. Vestidos exclusivos desenvolvidos por maisons históricas. Arquivos resgatados especialmente para uma atriz. Diamantes escolhidos para conversar com a iluminação da escadaria. Nenhum detalhe é acidental.

Mais do que vestir celebridades, as grandes marcas compram associação emocional. Compram permanência. Compram desejo.

Não é coincidência que maisons como Louis Vuitton ocupem hoje um espaço quase cinematográfico dentro do próprio festival. Em Cannes, a moda deixou de acompanhar o espetáculo. Ela se tornou o espetáculo.

E talvez seja exatamente por isso que os momentos mais comentados do festival nem sempre venham das estreias, mas dos looks. Um vestido transparente estrategicamente polêmico. Uma silhueta que domina as timelines em segundos. Uma joia rara transformada em assunto global antes mesmo da première terminar.

O tapete vermelho virou mídia instantânea. E no mercado de luxo, atenção vale ouro.

A Riviera Francesa como vitrine de branding global

Existe algo particularmente fascinante sobre Cannes: tudo parece exclusivo, mesmo quando está sendo assistido pelo mundo inteiro.

As festas privadas nos hotéis da Croisette. Os iates ancorados como extensões naturais das marcas. Os rooftops transformados em experiências imersivas para convidados seletos. Em Cannes, o luxo não é comunicado de forma explícita, ele é encenado.

Foto reprodução Instagram handemiyy

E essa talvez seja a estratégia mais sofisticada do festival: transformar branding em atmosfera.

Enquanto o cinema entrega narrativa, o luxo entrega inspiração. Juntos, eles produzem um dos ativos mais valiosos da contemporaneidade: relevância cultural.

O verdadeiro negócio acontece longe das câmeras

Mas Cannes também guarda outro roteiro, menos fotografado, infinitamente mais estratégico.

Paralelamente ao glamour da Riviera, acontece o Marché du Film, considerado um dos mercados cinematográficos mais importantes do mundo. É ali, entre reuniões privadas, negociações internacionais e contratos milionários, que Cannes revela sua face mais poderosa: a de máquina econômica global.

O mercado movimenta cifras que podem ultrapassar um bilhão de euros e transforma o festival em um ecossistema de negócios de altíssimo nível. Distribuidores, plataformas, investidores, marcas e produtores compartilham o mesmo espaço onde, horas antes, celebridades cruzavam o red carpet.

Talvez o luxo contemporâneo funcione exatamente assim: menos sobre ostentação e mais sobre acesso.

Acesso às salas certas. Às conexões certas. À narrativa certa.

O novo luxo fala sobre identidade

E enquanto Cannes continua reverenciando a tradição da alta-costura europeia, um novo discurso começa a ganhar espaço nos bastidores do festival.

O futuro do luxo já não parece exclusivamente silencioso, clássico ou distante. Ele surge mais plural, mais conectado à identidade, à cultura e ao território. Um luxo que entende herança, mas também entende representação.

Existe um movimento evidente em direção a narrativas, talentos globais e novas linguagens visuais que expandem a ideia do que significa sofisticação em 2026.

Porque talvez o verdadeiro status hoje não esteja apenas em possuir algo raro. Mas em possuir repertório.

E Cannes entendeu isso antes de todo mundo.

Nádia Fares x La Sirene traduz o fascínio do verão em uma coleção-desejo

Confesso: poucas coisas me encantam mais do que uma collab bem construída. Existe algo quase cinematográfico em assistir dois universos se encontrarem. Como um romance entre estética, identidade e desejo. E foi exatamente isso que senti ao descobrir a nova colaboração entre Nádia Fares x La Sirene.

Minha primeira reação? Imaginar as peças. Porque, antes mesmo de vê-las, eu já sabia que carregariam personalidade, feminilidade e aquele toque irresistível de sofisticação que faz a moda deixar de ser apenas roupa para virar narrativa.

Foto reprodução Instagram @nadiafares1

Afinal, Nádia é assumidamente apaixonada pelo verão europeu e quem também é sabe exatamente o fascínio dos looks impecáveis que encontramos nos beach clubs espalhados pelo mundo. Existe uma estética quase impossível de ignorar: leve e naturalmente elegante. E talvez seja justamente essa atmosfera que torne essa collab tão desejável.

A collab nasce como aquelas mulheres que entram em um ambiente e silenciosamente roubam a atenção: delicada, marcante e impossível de ignorar. Nádia Fares e La Sirene entenderam algo que a moda de luxo conhece muito bem: peças não servem apenas para vestir corpos, elas vestem versões de nós mesmas.

E talvez seja exatamente por isso que eu tenha ficado tão encantada. Porque algumas collabs entregam tendência. Outras entregam desejo. E as melhores… fazem as duas coisas ao mesmo tempo.

Lançada poucos dias antes do Dia das Mães, a coleção se torna ainda mais simbólica ao trazer Nádia fotografada ao lado das filhas, Kamile e Karoline.

As peças:

Na coleção, encontramos vestidos, capas, biquínis, shorts e bodys que traduzem perfeitamente essa estética sofisticada que tanto amamos. E sabe o melhor ou talvez o mais perigoso para quem ama moda? Algumas peças já aparecem esgotadas no site, provando que certas collabs simplesmente nascem para se tornar desejo imediato.

A coleção entrega exatamente aquilo que promete: peças que parecem ter saído diretamente de um verão europeu la chanel.

Por isso, reunimos aqui nossa curadoria das peças-desejo dessa coleção impecável. Aquelas que fazem qualquer amante de moda querer reservar a próxima viagem apenas para ter onde usá-las.

Foto reprodução site La Sirene

As peças já estão disponíveis no site bikinilasirene.com.br embora algumas delas tenham desaparecido quase tão rápido quanto convites para um verão em Saint-Tropez. O que, sinceramente, não chega a ser uma surpresa.

Existem coleções que apenas acompanham tendências. E existem aquelas que despertam desejo no instante em que aparecem na tela. Nádia Fares x La Sirene pertence exatamente à segunda categoria: feita para mulheres que entendem que moda também é sobre atmosfera, memória e sensação.

Daquelas peças que você compra já imaginando o destino, o pôr do sol, a música ao fundo e, claro, as fotos impecáveis que inevitavelmente vão parar no Instagram.

Nádia Fares recebe Tiziana Terenzi em encontro intimista

Na mesma semana do lançamento de sua nova collab, Nádia abriu as portas de sua casa para receber a perfumista e diretora criativa italiana Tiziana Terenzi. Em um brunch intimista, cercado por uma mesa impecavelmente posta e uma atmosfera delicadamente sofisticada, as convidadas mergulharam no universo da perfumaria autoral.

Durante o encontro, Tiziana compartilhou detalhes sobre sua trajetória, o processo criativo por trás das fragrâncias e a essência da maison que carrega seu nome, uma marca que transformou o perfume em verdadeira experiência sensorial.

Entre aromas envolventes e conversas inspiradoras, o encontro celebrou aquilo que o luxo tem de mais precioso: a arte de criar memórias através dos sentidos.

Foto reprodução Instagram @nadiafares1
Foto reprodução Instagram @nadiafares1
Foto reprodução Instagram @nadiafares1

Uma conexão singular: Maternidade, herança genética e o fio invisível que une gerações

Por: Dra Kátia Pegos – Psiquiatra e especialista em saúde mental da Tría de Rosa

O espelho, por vezes, é um portal para o passado. Com uma frequência cada vez maior, vejo-me repetindo frases, entonações ou gestos que, por um breve segundo, me fazem parar e reconhecer uma presença familiar. São as mãos que se cruzam de um jeito específico, o modo de inclinar a cabeça ao ouvir uma confidência ou aquela expressão de surpresa que eu acreditava ser exclusivamente minha. “Você está ficando igualzinha à sua mãe”, dizem-me os amigos e familiares. No início, a frase soava como uma observação casual, mas hoje, próximo a completar cinco anos de sua partida, ela ressoa como um abraço reconfortante que atravessa o tempo.


Suponho que a saudade tenha o poder de ativar a parte dela que vive em mim. Não se trata apenas de uma herança comportamental ou de uma homenagem consciente à sua memória. Há algo mais profundo, algo que reside no silêncio das minhas células e na estrutura do meu código genético. A ausência física de uma mãe é um vazio que nunca se preenche totalmente, mas a descoberta de que nunca estivemos, de fato, separadas, traz uma nova dimensão ao luto e à celebração da vida. Somos, em essência, um mosaico vivo de quem veio antes de nós.

1 – A Ciência da Conexão: O Quimerismo e a Matryoshka Biológica:
Durante muito tempo, a poesia e a biologia pareceram caminhar em trilhas opostas. No entanto, a ciência moderna tem revelado que a conexão entre mãe e filho é muito mais literal do que poderíamos imaginar. Descobri, fascinada, que cada um de nós é uma quimera. Na mitologia, a quimera era um ser composto por partes de diferentes animais; na genética, o termo descreve um organismo que contém células com genótipos distintos.


Minha filha, que é médica geneticista, foi quem “bateu o martelo” e confirmou essa realidade que me emociona: durante a gestação, ocorre uma troca bidirecional de células através da placenta. Células da mãe migram para o feto e células do feto migram para a mãe. O que é verdadeiramente extraordinário é que essas células maternas podem persistir no corpo do filho por décadas, integrando-se a órgãos como o coração, o fígado e até o cérebro. Esse fenômeno, conhecido como microquimerismo materno, significa que, em um nível celular muito real, minha mãe ainda habita o meu corpo. Ela não está apenas na minha memória; ela está no meu pulsar.


“Nós nunca estamos verdadeiramente sós. Carregamos em nossa biologia o testemunho vivo de nossa linhagem, um arquivo celular que ignora a barreira da morte.”


Além do microquimerismo, há uma imagem biológica que considero uma das mais poderosas representações da continuidade feminina. Imagine que, quando minha avó estava grávida de cinco meses do feto que um dia seria minha mãe, o óvulo que um dia se transformaria em mim já se encontrava no ovário desse feto. Isso significa que, por um período de tempo, nós três: avó, mãe e eu, ocupamos simultaneamente o mesmo ambiente biológico. Estávamos contidas umas nas outras, como bonecas russas (matryoshkas), compartilhando nutrientes, hormônios e experiências sensoriais primordiais. Essa tríade biológica estabelece um vínculo que precede o pensamento, a linguagem e até o nascimento.

2- Memória Emocional: O Chamado do Vínculo Primário
Recentemente, essa mesma filha geneticista me enviou um post de uma rede social que me fez refletir por dias. Nele, um médico de Centro de Terapia Intensiva (CTI) relatava uma observação comum em seus anos de prática: poucas horas antes de falecer, independentemente da idade ou da trajetória de vida, muitos pacientes pronunciam uma única palavra: “Mãe”.


A explicação científica sugerida é que, em situações de estresse emocional intenso ou diante da proximidade da morte, a amígdala a região cerebral ligada à memória emocional, ao medo e à insegurança seria intensamente ativada. Nesse momento crítico, o cérebro faria uma espécie de “varredura” em busca de memórias significativas e vínculos que representem segurança absoluta. E, para a maioria de nós, esse porto seguro é a figura materna.


É claro que, em uma família onde a ciência é o prato principal das reuniões, as perspectivas divergem. Minha outra filha, neurologista, logo ponderou com seu rigor acadêmico habitual. Ela questionou a falta de evidências sólidas de que a amígdala estivesse exatamente 11 vezes mais ativa, ou a ausência de um estudo clínico controlado que comprovasse que 100% dos pacientes chamam pela mãe. Para ela, a mente científica exige dados replicáveis e referências bibliográficas reconhecidas.


Contudo, para além do rigor estatístico, o que mais fez sentido para mim foi a verdade psicológica poderosa por trás desse relato. No limite da existência, o ser humano não busca o sucesso acumulado, os títulos conquistados ou a performance alcançada. Buscamos o vínculo. Buscamos a segurança primária que nos foi dada antes mesmo de sabermos quem éramos. A mãe, nesse contexto, deixa de ser apenas uma pessoa e passa a ser um símbolo de pertencimento e proteção incondicional. É o retorno ao início para conseguir enfrentar o fim.

3- A Jornada da Maternidade: Desafios e Espelhamentos
Tornar-me mãe foi, sem dúvida, a experiência mais grandiosa e, simultaneamente, a mais desafiadora da minha vida. Rapidamente entendi que, por mais livros que leiamos ou conselhos que ouçamos, nunca estamos totalmente preparadas. Cada filho traz consigo um universo de demandas, temperamentos e peculiaridades que tornam a jornada absolutamente imprevisível. Não existe um manual, pois o “objeto” de estudo é uma alma em constante evolução.


Hoje, olhando para minhas filhas, a geneticista e a neurologista, sinto um orgulho que transborda a biologia. Elas são mulheres fortes, inteligentes e questionadoras. Acredito piamente que cada filho e cada mãe estão no devido lugar para a jornada que se propuseram a percorrer juntos. Elas me ensinam diariamente sobre o mundo e sobre mim mesma, desafiando minhas certezas e expandindo meus horizontes. Sou imensamente grata pelas parceiras maravilhosas com quem fui agraciada nesta vida.


A maternidade é um exercício de humildade. É reconhecer que somos apenas um elo em uma corrente infinita. Lembro-me com carinho de uma frase da minha caçula, quando ela tinha cerca de cinco anos. Com a sabedoria que só as crianças possuem, ela me disse: “Mamãe, se você for um dez( traduzindo: um décimo) para os meus filhos do que a vovó é para mim, já vai ser ótimo”. Naquele momento, entendi que o padrão de excelência não era a perfeição, mas o amor e a presença que minha mãe havia plantado nela.

4- O Ciclo Contínuo: Esperança e Renovação:
A vida não para, e o fluxo das gerações segue seu curso natural. Hoje, aguardo com uma ansiedade doce a chegada dos netos. Será nesse momento que poderei, finalmente, me testar na conclusão da minha caçula. Serei a avó que minha mãe foi? Terei a mesma paciência, o mesmo olhar acolhedor, a mesma capacidade de transformar um dia comum em uma memória eterna?


A conexão singular que compartilhamos com nossas mães e filhas é o que nos mantém ancoradas em um mundo cada vez mais volátil. É uma herança que não se perde com o tempo, pois está escrita no DNA e gravada na alma. A cada gesto que repito dela, a cada célula que carrego, sinto que minha mãe continua aqui, guiando-me silenciosamente enquanto eu guio as minhas próprias filhas.


Neste Dia das Mães, convido você a olhar para o espelho e para dentro de si. Reconheça as marcas, os trejeitos e as células que não são apenas suas. Celebre a quimera que você é. Honre as que vieram antes e prepare o caminho para as que virão. Pois, no fim das contas, o que realmente importa é o vínculo que nos une e a segurança de saber que nunca estamos sozinhas.


Feliz Dia das Mães!

O novo luxo nasce no campo: de Gusttavo Lima a Jon Vlogs

Continuando a nossa série, um novo tipo de convite circulando e ele não chega em papel texturizado nem exige dress code escrito. Ele simplesmente acontece. No som de cascos no chão, no pôr do sol que parece calculado e na poeira que sobe quase como cenário.

Quando foi que o campo deixou de ser apenas destino e passou a ser linguagem?

A primeira edição da cavalgada de Gusttavo Lima talvez tenha sido a resposta mais recente e mais interessante para essa pergunta. Mais do que um evento, foi um encontro. Daqueles onde tradição e espetáculo caminham lado a lado, sem esforço.

Não foi apenas sobre percorrer 12 quilômetros de estrada de terra, foi sobre quem estava ali, sobre o que aquele encontro representava e, principalmente, sobre a estética silenciosa que se formava entre um passo e outro dos cavalos.

Porque, no fim, o campo também é palco.

Foto reprodução Instagram @calvagadadoembaixador

E naquele domingo, 26 de abril, ele reuniu mais do que convidados: reuniu narrativas. Entre autoridades como Daniel Vilela e Ronaldo Caiado, celebridades e nomes que orbitam esse novo lifestyle rural, a cavalgada deixou de ser apenas tradição, tornou-se símbolo.

Símbolo de um Brasil que mistura poder, cultura e entretenimento sem precisar separar os universos.

O percurso, que partiu da Fazenda Lumiar, começou quase como um ritual. O sol alto, o ritmo cadenciado dos cavalos e, em determinado momento, a música. Porque claro, quando se trata de Gusttavo Lima, até o trajeto vira espetáculo. Entre uma canção e outra, o público não apenas assistia, mas participava. Como se tudo ali estivesse perfeitamente alinhado entre o espontâneo e o cuidadosamente planejado.

E talvez esteja mesmo.

Com uma curadoria que incluía desde café da manhã até churrasco e open bar, além de uma estética que já nasce instagramável, o evento desenhou um novo tipo de experiência: aquela que mistura tradição rural com desejo contemporâneo. Onde o ingresso não compra apenas acessom compra pertencimento.

Foto reprodução Instagram @calvagadadoembaixador

E então, entre um passo e outro, lá estava ela: Andressa Suita mais uma vez traduziu com precisão esse código. Elegante sem esforço, ela parecia entender algo que nem todos ainda perceberam: o campo deixou de ser cenário coadjuvante e passou a ser protagonista.

Foto reprodução Instagram @andressasuita

No meio disso tudo, até os detalhes técnicos, como as exigências sanitárias e o cuidado com os animais, parecem contribuir para algo maior: uma experiência onde tradição, responsabilidade e imagem coexistem.

Porque talvez o novo luxo não esteja no excesso. Mas na intenção.

E, entre cascos, música e pôr do sol, ficou a sensação de que o campo brasileiro não está apenas sendo redescoberto.

Ele está sendo reinterpretado.

Mas o mais curioso é perceber quem mais tem entendido esse movimento.

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E talvez o ponto mais interessante dessa história esteja justamente em quem chega e em como chega.

Jon Vlogs, cada vez mais presente nesse universo, parece ter entendido algo que a cidade, com toda sua pressa, já não consegue oferecer: uma autenticidade que não pode ser filtrada.

Mas não se engane, não estamos falando de um retorno ao passado.

Estamos falando de uma atualização.

Entre cavalos, bastidores de shows sertanejos e encontros que misturam artistas, influenciadores e figuras do agro, Jon transita com naturalidade por um território que antes parecia segmentado. E talvez seja exatamente isso que o torne tão relevante: ele não pertence a um único mundo, ele conecta vários.

Foto reprodução Instagram @jonvlogs

Porque hoje, o campo também é live.

É câmera ligada, é storytelling em tempo real, é o instante transformado em conteúdo sem perder a sensação de que aquilo ainda é, de fato, vivido. Existe uma estética quase crua nisso tudo. Menos produção aparente, mais verdade percebida. E, curiosamente, isso é o que mais engaja.

Foto reprodução Instagram @jonvlogs

Ao mesmo tempo, há uma outra camada que começa a ganhar força: a da vaquejada.

Um universo que sempre existiu, mas que agora começa a ser reinterpretado sob uma nova lente. Arquibancadas cheias, energia pulsante, competição, música, estilo tudo isso embalado por uma geração que entende que tradição também pode ser tendência.

E Jon está ali. Observando, participando, registrando.

Foto reprodução Instagram @jonvlogs

Não como alguém de fora, mas como parte dessa narrativa em construção.

Porque, no fim, talvez o que esteja acontecendo não seja apenas uma migração estética da cidade para o campo.

Mas uma fusão.

Onde o lifestyle digital encontra a poeira da arena, onde o entretenimento encontra a tradição e onde viver deixou de ser suficiente. Agora, é preciso sentir, mostrar e transformar.

E me diga… quando foi que o campo deixou de ser bastidor e virou, de vez, protagonista?

E enquanto alguns ainda associam o campo ao descanso, outros já entenderam que ele também é negócio.