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De Anitta a Céline: a noite em que a L’Oréal tomou Paris

Caros leitores,

Nesta semana, aconteceu a 9ª edição de Le Défilé L’Oréal Paris 2026, cujo tema foi “Express Your Worth”. “Expresse Seu Valor”, em tradução livre, durante a Paris Fashion Week 2026. O desfile chamou atenção não apenas por sua proposta, mas também pelo elenco internacional que cruzou a passarela.

Segundo o site da L’Oréal Paris, “Le Défilé 2026 convida cada mulher a expressar o próprio valor e celebra o empoderamento feminino, a inclusão, a liberdade, a confiança e a união entre mulheres”.

A passarela reuniu um time internacional formado por nomes como Simone Ashley, Marie Bochet, Cara Delevingne, Jane Fonda, Luma Grothe, Kendall Jenner, Eva Longoria, Renata Notni, Andie MacDowell e Aishwarya Rai.

Foto reprodução X

Nas redes sociais, a participação de Kendall Jenner foi bastante comentada. Muitos espectadores destacaram sua presença marcante na passarela. Mas quem também conquistou os olhares foi a atriz turca Serenay Sarikaya. Com uma aura irresistível, um sorriso encantador e os cabelos ao vento, ela trouxe uma presença magnética ao desfile, envolvendo o público com sua beleza e energia contagiante.

Outra personalidade que ganhou destaque foi Mika Abdalla, atriz de Off Campus. Em sua estreia no desfile da L’Oréal Paris, a atriz surgiu como um verdadeiro anjo, usando um longo vestido de seda e exibindo seus cabelos cacheados, que se tornaram um dos grandes destaques de sua produção.

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Na passarela global, quatro embaixadoras brasileiras também representaram o país: Taís Araújo, Anitta, Bella Campos e Liniker.

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Anitta participou do desfile pelo terceiro ano consecutivo, enquanto Taís Araújo realizou sua quarta participação no evento. As brasileiras levaram sua presença e personalidade para a passarela do Le Défilé L’Oréal Paris, celebrando a diversidade e a força feminina.

E, para encerrar esse grandioso desfile, que celebrou diferentes formas de expressão e o poder feminino, o público foi surpreendido pela presença de Céline Dion. Conhecida mundialmente por sucessos como A New Day Has Come, a cantora transformou o encerramento em um verdadeiro espetáculo.

Sua participação provocou alegria e comoção entre os presentes, especialmente por marcar um momento significativo em seu retorno aos palcos após o afastamento causado pelo diagnóstico de uma doença neurológica.

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Como falar sobre sexo antes que o mundo fale

Como e por que falar sobre sexo com uma criança

Por Dra. Nárcia Vilaça – Ginecologista e Sexóloga

Ao longo dos anos de consultório, aprendi que algumas perguntas chegam acompanhadas de certo constrangimento. Não porque sejam difíceis, mas porque mexem com aquilo que aprendemos ou não sobre o corpo, o desejo e a sexualidade.

Mas falar sobre sexualidade com uma criança não significa falar sobre sexo como falaríamos com um adulto. Significa falar sobre corpo, mudanças, privacidade, respeito, limites, proteção e sentimentos.

A Organização Mundial da Saúde e a UNESCO defendem que a educação em sexualidade deve ser adequada à idade e ao estágio de desenvolvimento da criança. Estudos mostram que informação de qualidade não antecipa a vida sexual; ao contrário, está associada a maior autoconhecimento e a comportamentos mais seguros.

Listei 10 pontos que podem ajudar a nortear essa conversa.

1. Esteja disponível: crie um espaço seguro e acolhedor

Quando uma criança fizer uma pergunta que deixe você sem jeito, respire, olhe para ela e diga: “Certo, vamos conversar. Pode perguntar.”

2. Fale de forma direta, simples e verdadeira

Responda exatamente ao que a criança perguntou, sem oferecer detalhes demais e sem antecipar o próximo assunto. Se precisar de mais informações, ela irá perguntar. Deixe claro que nenhuma pergunta é errada ou vergonhosa.

3. Comece pelas mudanças do corpo e pela higiene íntima

A partir dos 9 ou 10 anos, é muito útil falar sobre o crescimento dos pelos, o surgimento do odor corporal, a necessidade de banho diário e os cuidados com as partes íntimas.

Para as meninas, pode-se introduzir, de forma tranquila, o tema da menstruação; para os meninos, as ereções e as ejaculações involuntárias.

Reforce que essas mudanças variam de pessoa para pessoa, que cada corpo é único e que o tempo de cada um pode ser diferente, sem que isso seja um problema.

Uma menina que sabe o que é menstruação antes de menstruar pode receber o primeiro sangramento com muito menos medo. Um menino que entende que seu corpo vai mudar ou compreende por que ainda não mudou não precisa imaginar que há algo errado.

4. Ensine os nomes corretos das partes do corpo

Falar os nomes adequados como pênis, vulva, vagina, testículos etc. ajuda a criança a se relacionar com o próprio corpo de forma respeitosa e a comunicar eventuais incômodos ou situações de risco.

Isso também contribui para a prevenção do abuso sexual, pois a criança consegue nomear com clareza o que aconteceu, se necessário.

5. Fale sobre privacidade e limites

Explique que algumas partes do corpo são íntimas e que ninguém deve tocá-las sem consentimento. Ensine que ela tem o direito de dizer “não” a toques que a deixam desconfortável, mesmo quando vêm de pessoas conhecidas, e que deve procurar um adulto de confiança se algo a incomodar.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2024 foram registrados mais de 51 mil casos de estupro envolvendo crianças de até 13 anos. Entre as vítimas menores de 14 anos, a maioria dos autores registrados era familiar ou conhecido.

Falar sobre isso pode ajudar a criança a compreender que não tem culpa e que pode relatar qualquer situação de abuso.

Também é importante explicar que é comum a criança ter curiosidade sobre o próprio corpo e tocar suas partes íntimas. Nesses casos, é importante ensinar que isso deve acontecer em privado, como no quarto ou no banheiro.

6. Aborde sentimentos, amizades e primeiros interesses

Nessa fase, muitas crianças começam a sentir atração por colegas, a ter seus primeiros interesses afetivos ou a se perguntar sobre namoro.

É importante conversar sobre respeito nas amizades, sobre não pressionar ninguém e sobre entender que cada pessoa sente as coisas de uma maneira.

Também é possível explicar, de forma simples e adequada à idade, que existem diferentes orientações sexuais e identidades de gênero e que todas as pessoas merecem respeito.

7. Introduza noções básicas de relações sexuais e reprodução

Sem entrar em detalhes, a menos que a criança pergunte, é possível explicar que a gravidez acontece quando um espermatozoide fecunda um óvulo.

Também é possível explicar, de maneira simples, que os bebês podem nascer por parto vaginal ou por cesariana.

Pode-se mencionar que relações sexuais são uma questão para adultos e envolvem responsabilidades, como prevenir uma gravidez não planejada e proteger-se de infecções sexualmente transmissíveis.

8. Converse sobre internet, imagens e conteúdos inadequados

Muitas crianças de 10 anos já têm acesso a celulares e podem, mesmo sem procurar, encontrar conteúdos pornográficos ou conversas inadequadas.

Explique que muito do que aparece na internet não representa a realidade dos relacionamentos e que, se ela vir algo que a deixe confusa ou assustada, pode e deve contar para você.

Combine regras claras para o uso da internet e demonstre interesse genuíno pelo que ela vê e faz online.

9. Não transforme a conversa em um momento único

Não espere que a criança mantenha a atenção se você decidir falar tudo de uma vez. Aproveite pequenos ganchos do dia a dia e vá introduzindo as informações aos poucos.

Educação para a sexualidade não é uma conversa única, feita em uma tarde solene. É uma construção.

10. Mantenha o diálogo constante

O mais importante é que, quando dúvidas ou dificuldades surgirem, nossas crianças saibam que podem contar conosco.

Talvez seja essa a maior responsabilidade que temos nessa fase: estarmos disponíveis e sermos considerados confiáveis.

Maria Braz: E se aquilo que temos pudesse fazer diferença na vida de alguém?

Existe uma coisa bonita sobre a caridade que nem sempre aparece nos números: ela começa muito antes da doação. Começa quando alguém decide olhar para o que tem. Uma rede de contatos, uma peça no armário, uma ideia, uma história e se pergunta como aquilo poderia chegar a alguém que precisa.

Talvez seja por isso que algumas iniciativas emocionem mais do que outras. Porque elas nos lembram que fazer o bem também pode ser uma escolha cotidiana. E que, quando muitas pessoas decidem participar, até aquilo que parecia pequeno pode ganhar uma dimensão enorme.

Foi o que aconteceu no último sábado (26), em São Paulo, quando Maria Braz reuniu amigas, marcas e sua própria comunidade para a primeira edição do The Hunt, bazar beneficente realizado pelo Projeto Maria Braz.

Foto: Luan Schaumann

Mais de 1000 peças deixaram armários e acervos para ganhar uma nova história. Em dez horas, R$ 200 mil foram arrecadados e, desta vez, a história não terminaria em uma nova compra. 100% da renda foi destinada à Casa da Criança de Muriaé, instituição que há décadas atua no atendimento de mães e crianças, especialmente em situação de vulnerabilidade.

E talvez exista uma beleza especial nisso: uma peça que já teve uma história passa a fazer parte de outra. Um vestido, uma bolsa, um objeto que um dia significou alguma coisa para alguém pode, de repente, significar cuidado, saúde e oportunidade para outra pessoa.

Maria nasceu em Muriaé e mantém uma relação profunda com a cidade. Desde 2022, seu projeto social vem transformando essa conexão em ações voltadas para crianças, educação, saúde, esporte e acolhimento.

Foto: Luan Schaumann

Em 2024, o projeto criou o Missão Central Kids, espaço que recebe diariamente cerca de 100 crianças de 4 a 7 anos no contraturno escolar, oferecendo educação, alimentação, acompanhamento emocional, atividades físicas e acesso a atendimentos médicos e odontológicos.

Talvez seja esse o verdadeiro significado de uma rede: não apenas quantas pessoas conseguimos alcançar, mas quantas vidas conseguimos tocar quando decidimos usá-la para alguma coisa maior do que nós mesmos.

E a história do The Hunt ainda não terminou. Durante um mês, o drink Projeto Maria Braz estará disponível no Café Zinn, com o lucro integralmente revertido para a Casa da Criança de Muriaé.

Porque, no fim, talvez caridade seja justamente isso: perceber que aquilo que temos pode ser muito mais valioso quando deixa de pertencer somente a nós.

E talvez a pergunta mais bonita que possamos fazer sobre o que guardamos no armário, na agenda ou na vida seja:

“E se isso pudesse mudar a vida de alguém?”

Às vezes, uma peça muda de mãos.
Às vezes, uma rede se transforma em cuidado.
E, às vezes, aquilo que começa como um gesto termina se tornando esperança.

Do feed para a mesa: Quando o lifestyle vira negócio

Existe uma coisa curiosa acontecendo ultimamente. Talvez você também tenha reparado.

Primeiro vieram as bolsas, depois as marcas de beleza, as roupas, os cafés para fotografar o look… e agora, aparentemente, a mesa também entrou para a lista.

Cada vez mais, influenciadores estão transformando sua relação com a comida em negócios: abrindo restaurantes, investindo em cafés, criando marcas de doces, produtos prontos e até construindo empresas inteiras em torno daquilo que, um dia, simplesmente aparecia no almoço de domingo ou nos stories.

E eu comecei a me perguntar: quando foi que compartilhar o que gostamos de comer deixou de ser apenas parte do lifestyle e passou a ser também uma oportunidade de negócio?

Talvez a resposta esteja justamente onde tudo começou: no desejo de transformar aquilo que amamos em algo que também possa ser nosso.

Talvez um dos exemplos mais curiosos dessa nova relação entre influência, desejo e comida seja a Wrappd by Sofy, criada por Sofia Bresser.

Foto reprodução @sofiabresserbr

A ideia começou quase como começam muitas das coisas que acabam virando negócio: com uma vontade pessoal. Sofia queria encontrar uma alimentação saudável, prática e, principalmente, que não parecesse uma punição. A experiência com o Tuna Special ajudou a testar essa ideia e mostrou que ela talvez não fosse só dela.

Então veio a Wrappd.

Sofia colocou seu repertório visual e gastronômico no projeto e acompanhou de perto tudo: do branding aos vídeos, da imagem à estratégia. Ao lado de Amanda Teles, do Empório Frutaria, transformou a ideia em uma operação de verdade, o que, descobriu rapidamente, era bem diferente de montar algo bonito para o Instagram.

E então aconteceu aquilo que nenhum lançamento gostaria de admitir que deseja: o caos.

Poucos minutos depois de entrar no iFood, a Wrappd recebeu tantos pedidos que o aplicativo caiu. No dia seguinte, aconteceu novamente. Cerca de 50 pedidos a cada três minutos deram à recém-nascida marca um problema que, convenhamos, muitas empresas gostariam de ter: gente demais querendo provar.

Mas talvez o mais interessante não tenha sido o iFood cair. Foi entender por que tanta gente queria entrar.

A Wrappd não vende apenas wraps. Vende a ideia de que comer saudável pode ser bonito, prático e desejável. Uma combinação que Sofia encontrou no encontro entre gastronomia, branding e comunidade digital.

Inspirada em referências como Joe & The Juice, mas com uma preocupação maior com o conteúdo nutricional, a marca tenta transformar aquilo que muitas vezes parece obrigação em escolha. E talvez seja justamente aí que esteja a nova fórmula: não basta alimentar. É preciso criar uma experiência em torno daquilo que comemos.

No fim, Sofia parece ter entendido uma coisa que os influenciadores aprenderam muito bem: quando você transforma o seu gosto pessoal em universo, pode existir alguém do outro lado disposto a querer fazer parte dele.

Ou, neste caso, a pedir um wrap.

E se a Wrappd mostrou que o desejo pode fazer um aplicativo cair, Marcella Tranchesi parece ter encontrado uma outra forma de medir essa mesma vontade: aquela que aparece no meio da tarde, entre uma reunião e outra, quando tudo o que queremos é uma fatia de bolo.

Foi assim que nasceu a Doce Aquarella. Depois de mais de uma década como influenciadora de moda e beleza, Marcella transformou uma paixão antiga pela confeitaria em um negócio que parte de uma ideia bastante simples: e se, em vez de esperar pelo aniversário ou encomendar um bolo inteiro, pudéssemos simplesmente pedir uma fatia quando a vontade aparecesse?

Foto: André Ligeiro/Divulgação

A resposta veio rápido. Nos primeiros dias, a marca chegou a registrar 178 pedidos em apenas três minutos. Desde então, já foram vendidas mais de 120 mil fatias.

E talvez exista algo muito contemporâneo nessa história. Marcella não criou apenas uma confeitaria; criou uma solução para aquele pequeno desejo que aparece no meio da rotina e fez dele um negócio de entrega rápida. Hoje, a Doce Aquarella conta com uma cozinha central e distribuição pela Rappi Turbo, chegando a dezenas de bairros em poucos minutos.

Porque, no fim, talvez a nova gastronomia das influenciadoras tenha menos a ver com ensinar o que comer e mais com entender o que estamos desejando comer e quão rápido queremos que chegue até nós.

E, aparentemente, às vezes o algoritmo sabe exatamente quando é hora de um bolo.

Depois do bolo que chega quando a vontade aparece, surge uma outra maneira de levar o lifestyle para a mesa: transformar a própria relação com a comida em marca.

É o caminho escolhido por Elisa Zarzur, que acaba de apresentar a Ezy, um projeto que ainda não chegou às prateleiras, mas já começa a construir sua comunidade nas redes.

Para Elisa, a alimentação sempre esteve ligada à forma como se sente e se cuida. A proposta da Ezy nasce justamente dessa visão: refeições fáceis, nutritivas e pensadas para fazer parte da rotina, sem transformar comer bem em uma lista de regras.

Foto reprodução @ezy.greens

“Ezy é mais do que uma refeição. É o jeito fácil de comer bem todos os dias”, define a marca.

E talvez seja esse o ponto em comum entre todas essas histórias. Sofia transformou a busca por uma alimentação saudável em uma marca cool. Marcella transformou a vontade de comer bolo em uma operação que entrega em minutos. Elisa agora transforma uma filosofia pessoal de cuidado em uma nova proposta de alimentação.

Três mulheres, três negócios e uma mesma percepção: o que antes era compartilhado como parte da rotina agora pode virar produto, marca e, por que não, uma empresa.

No fim, talvez a pergunta nunca tenha sido apenas o que essas influenciadoras estão comendo.

Talvez seja o que acontece quando aquilo que você posta, aquilo que você gosta e aquilo que você acredita começam a ocupar o mesmo lugar à mesa.

E se antigamente queríamos saber onde elas compravam a roupa, o que usavam no rosto ou para onde viajavam, talvez a pergunta da vez seja bem mais simples:

“O que irei comer?”

A revolução que começa no corpo e chega à mesa

Por: Dra Zila Abdala – clínica geral, gastroenterologista e especialista em estilo de vida da Tria de Rosa

As chamadas canetas emagrecedoras estão provocando mudanças que vão muito além da balança. À medida que mais mulheres conseguem perder peso com o auxílio desses medicamentos, novos comportamentos começam a surgir na academia, na alimentação, nos consultórios médicos e até nos restaurantes.

Para muitas mulheres, especialmente após os 40 anos, emagrecer deixou de significar apenas ver um número menor na balança. Existe uma preocupação cada vez maior em preservar e ganhar massa muscular, melhorar a composição corporal e envelhecer com mais saúde e autonomia.

Isso explica o crescimento da procura por atividades físicas, principalmente aquelas voltadas para força e resistência, além do acompanhamento nutricional e do uso criterioso de suplementos. Afinal, uma perda de peso saudável não deve significar simplesmente perder quilos, mas buscar uma melhor composição corporal, preservando o máximo possível de massa muscular.

E os efeitos dessa transformação já começam a aparecer em outros setores.

A procura por cirurgias plásticas reparadoras e por procedimentos destinados à melhora do contorno corporal também acompanha esse novo momento. Ao mesmo tempo, restaurantes começam a perceber que seus clientes estão mudando. Porções menores, menor consumo de sobremesas e redução do álcool passam a fazer parte das novas escolhas à mesa.

Segundo levantamentos do setor, cerca de 65% dos restaurantes pesquisados já identificaram redução no consumo de bebidas alcoólicas e sobremesas, além de maior procura por porções menores, algumas delas inexistentes anteriormente nos cardápios. Restaurantes por quilo também relatam redução no volume de alimentos consumidos.

No supermercado, a transformação aparece de outra maneira. O consumidor que está tentando manter o peso parece estar mais atento à qualidade daquilo que coloca no prato: são relatados aumentos no consumo de vegetais e legumes, alimentos integrais ricos em fibras e sementes, além de fontes de proteína.

Mas há uma questão ainda mais interessante: o comportamento de uma mulher raramente fica restrito a ela mesma.

Quando uma mulher muda sua maneira de comer, se exercitar e cuidar da saúde, frequentemente influencia também os hábitos de quem vive ao seu redor. Filhos, companheiros e familiares passam a experimentar novos alimentos, frequentar restaurantes diferentes e, muitas vezes, incorporar à rotina atividades físicas e outras práticas de autocuidado.

O impacto financeiro também é diferente de acordo com a realidade de cada família. Para algumas mulheres, o investimento na medicação vem acompanhado de gastos com academia, nutricionista, consultas médicas e alimentação diferenciada. Para outras, a aquisição do medicamento exige reorganizar o orçamento e reduzir despesas com lazer ou pequenos prazeres. Em famílias com menor poder aquisitivo, o tratamento pode significar cortes ainda mais significativos no orçamento doméstico.

Isso nos mostra que as canetas emagrecedoras não representam apenas uma mudança na medicina. Elas fazem parte de uma transformação comportamental e econômica que está criando um novo consumidor: alguém que deseja não apenas emagrecer, mas sustentar esse resultado e viver de maneira mais saudável.

Restaurantes, supermercados, academias, indústria de alimentos, mercado de suplementos, profissionais de saúde e tantos outros segmentos precisarão acompanhar essa mudança.

Porque talvez a verdadeira revolução das canetas não esteja apenas na quantidade de quilos que elas ajudam a eliminar. Ela está no que acontece depois que o peso diminui: na relação com a comida, com o corpo, com o movimento e, principalmente, com a própria saúde.