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O novo luxo nasce no campo: de Gusttavo Lima a Jon Vlogs

Continuando a nossa série, um novo tipo de convite circulando e ele não chega em papel texturizado nem exige dress code escrito. Ele simplesmente acontece. No som de cascos no chão, no pôr do sol que parece calculado e na poeira que sobe quase como cenário.

Quando foi que o campo deixou de ser apenas destino e passou a ser linguagem?

A primeira edição da cavalgada de Gusttavo Lima talvez tenha sido a resposta mais recente e mais interessante para essa pergunta. Mais do que um evento, foi um encontro. Daqueles onde tradição e espetáculo caminham lado a lado, sem esforço.

Não foi apenas sobre percorrer 12 quilômetros de estrada de terra, foi sobre quem estava ali, sobre o que aquele encontro representava e, principalmente, sobre a estética silenciosa que se formava entre um passo e outro dos cavalos.

Porque, no fim, o campo também é palco.

Foto reprodução Instagram @calvagadadoembaixador

E naquele domingo, 26 de abril, ele reuniu mais do que convidados: reuniu narrativas. Entre autoridades como Daniel Vilela e Ronaldo Caiado, celebridades e nomes que orbitam esse novo lifestyle rural, a cavalgada deixou de ser apenas tradição, tornou-se símbolo.

Símbolo de um Brasil que mistura poder, cultura e entretenimento sem precisar separar os universos.

O percurso, que partiu da Fazenda Lumiar, começou quase como um ritual. O sol alto, o ritmo cadenciado dos cavalos e, em determinado momento, a música. Porque claro, quando se trata de Gusttavo Lima, até o trajeto vira espetáculo. Entre uma canção e outra, o público não apenas assistia, mas participava. Como se tudo ali estivesse perfeitamente alinhado entre o espontâneo e o cuidadosamente planejado.

E talvez esteja mesmo.

Com uma curadoria que incluía desde café da manhã até churrasco e open bar, além de uma estética que já nasce instagramável, o evento desenhou um novo tipo de experiência: aquela que mistura tradição rural com desejo contemporâneo. Onde o ingresso não compra apenas acessom compra pertencimento.

Foto reprodução Instagram @calvagadadoembaixador

E então, entre um passo e outro, lá estava ela: Andressa Suita mais uma vez traduziu com precisão esse código. Elegante sem esforço, ela parecia entender algo que nem todos ainda perceberam: o campo deixou de ser cenário coadjuvante e passou a ser protagonista.

Foto reprodução Instagram @andressasuita

No meio disso tudo, até os detalhes técnicos, como as exigências sanitárias e o cuidado com os animais, parecem contribuir para algo maior: uma experiência onde tradição, responsabilidade e imagem coexistem.

Porque talvez o novo luxo não esteja no excesso. Mas na intenção.

E, entre cascos, música e pôr do sol, ficou a sensação de que o campo brasileiro não está apenas sendo redescoberto.

Ele está sendo reinterpretado.

Mas o mais curioso é perceber quem mais tem entendido esse movimento.

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E talvez o ponto mais interessante dessa história esteja justamente em quem chega e em como chega.

Jon Vlogs, cada vez mais presente nesse universo, parece ter entendido algo que a cidade, com toda sua pressa, já não consegue oferecer: uma autenticidade que não pode ser filtrada.

Mas não se engane, não estamos falando de um retorno ao passado.

Estamos falando de uma atualização.

Entre cavalos, bastidores de shows sertanejos e encontros que misturam artistas, influenciadores e figuras do agro, Jon transita com naturalidade por um território que antes parecia segmentado. E talvez seja exatamente isso que o torne tão relevante: ele não pertence a um único mundo, ele conecta vários.

Foto reprodução Instagram @jonvlogs

Porque hoje, o campo também é live.

É câmera ligada, é storytelling em tempo real, é o instante transformado em conteúdo sem perder a sensação de que aquilo ainda é, de fato, vivido. Existe uma estética quase crua nisso tudo. Menos produção aparente, mais verdade percebida. E, curiosamente, isso é o que mais engaja.

Foto reprodução Instagram @jonvlogs

Ao mesmo tempo, há uma outra camada que começa a ganhar força: a da vaquejada.

Um universo que sempre existiu, mas que agora começa a ser reinterpretado sob uma nova lente. Arquibancadas cheias, energia pulsante, competição, música, estilo tudo isso embalado por uma geração que entende que tradição também pode ser tendência.

E Jon está ali. Observando, participando, registrando.

Foto reprodução Instagram @jonvlogs

Não como alguém de fora, mas como parte dessa narrativa em construção.

Porque, no fim, talvez o que esteja acontecendo não seja apenas uma migração estética da cidade para o campo.

Mas uma fusão.

Onde o lifestyle digital encontra a poeira da arena, onde o entretenimento encontra a tradição e onde viver deixou de ser suficiente. Agora, é preciso sentir, mostrar e transformar.

E me diga… quando foi que o campo deixou de ser bastidor e virou, de vez, protagonista?

E enquanto alguns ainda associam o campo ao descanso, outros já entenderam que ele também é negócio.

Turquia, velocidade e destino: quando a Fórmula 1 volta para casa

O retorno do GP da Turquia reacende a memória de uma pista com alma e de tudo o que algumas paixões são capazes de construir.

Foto reprodução: Pool/Getty Images

Para fazer da minha sexta o melhor dia da semana, recebemos a melhor notícia: o retorno do GP da Turquia.

E talvez muitos ainda não saibam, mas se você está aqui lendo esta revista, a Turquia tem certa responsabilidade por isso.

Foi durante a pandemia, quando o mundo desacelerou, que eu me conectei com a cultura turca. E foi ali, entre imagens de Istambul, tecidos, arquitetura, novelas e um certo senso de beleza melancólica, que nasceu a semente da minha marca. Alguns anos depois, desta revista também.

Por isso, a confirmação de que o GP da Turquia retorna ao calendário da Fórmula 1 em 2027 parece menos uma notícia esportiva e mais um reencontro.

O icônico Istanbul Park, uma das joias desenhadas por Hermann Tilke, estará de volta com contrato até 2031. E há algo poeticamente elegante nisso: uma pista que chegou a ser quase esquecida, transformada em estacionamento, retorna ao centro do mundo com a mesma força com que certas paixões reaparecem na vida.

Porque algumas coisas nunca desaparecem de verdade. Apenas esperam o momento certo para voltar.

Bryn Lennon/Getty Images

E que pista para um retorno. A lendária Curva 8, reverenciada como uma obra-prima técnica. As três vitórias de Felipe Massa. O sétimo título de Lewis Hamilton, empatando com Michael Schumacher em uma tarde histórica de chuva e caos.

Istambul nunca foi apenas um circuito. Sempre foi atmosfera.

E talvez seja isso que torna essa volta tão sedutora. Em uma era em que o calendário da Fórmula 1 se expande com novos mercados e apostas grandiosas, a Turquia traz de volta algo raro: personalidade.

Há pistas eficientes. Há pistas espetaculares. E há pistas com alma.

Istambul pertence à última categoria.

Também existe um simbolismo irresistível no timing desse anúncio. Em meio ao hiato inesperado da categoria antes de Miami Grand Prix, a notícia do retorno turco funciona quase como um presente para quem entende que Fórmula 1 também é narrativa, estética e desejo.

Não por acaso, o interesse do público turco explodiu nos últimos anos. Talvez porque o país, como poucos, compreenda a beleza do drama. E o automobilismo, no fundo, é isso.

Velocidade com emoção.

E eu não pude deixar de pensar: se algumas das coisas mais importantes da minha vida nasceram da Turquia, talvez esse retorno diga algo maior sobre ciclos.

Sobre o que volta quando estamos prontas.

Sobre destinos que fazem curvas, às vezes uma Curva 8 inteira, apenas para nos levar de volta ao ponto certo.

E honestamente?

Há notícias.
E há notícias que parecem sinais.

Essa, definitivamente, foi uma delas.

Miami, velocidade e desejo: onde a Fórmula 1 vira espetáculo

E talvez um segredo brasileiro esteja prestes a acelerar corações.

Foto: Rudy Carezzevoli/Getty Images

Depois de uma corrida no Japão que mais pareceu roteiro de filme com Kimi Antonelli cruzando a linha de chegada como protagonista de uma nova geração, a Fórmula 1 faz algo raro: pausa. Um mês inteiro de silêncio entre motores, como aquele intervalo estratégico entre um encontro e outro… só para aumentar a expectativa.

E então, Miami.

Entre os dias 01 a 03 de maio, o Grande Prêmio de Miami assume o papel do capítulo quatro da temporada reposicionado no calendário após o cancelamento das etapas no Oriente Médio, em meio às tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Porque, no fim, até na Fórmula 1, o mundo real interfere no glamour.

Mas Miami não é sobre interrupções. É sobre excessos.

Construído ao redor do Hard Rock Stadium casa do Miami Dolphins, o circuito é praticamente um desfile a céu aberto. Um lugar onde o barulho dos motores compete com o tilintar de taças de champagne, e onde assistir à corrida pode significar estar a bordo de um superiate com ingressos que chegam a R$ 500 mil. Sim, meio milhão para ver carros passarem… e, ainda assim, absolutamente ninguém acha exagero.

Talvez porque, em Miami, tudo seja sobre ser visto.

Na última edição, quem roubou a cena foi Oscar Piastri, elegante e estratégico. Ele ultrapassou Max Verstappen (o nome mais frequente nas vitórias locais) e deixou para trás até mesmo seu companheiro de equipe, Lando Norris, que cruzou em segundo. George Russell completou o pódio, enquanto Gabriel Bortoleto teve um daqueles finais que ninguém posta no Instagram: abandono por falha mecânica.

Foto: Bryn Lennon – Formula 1/Formula 1 via Getty Images

Mas corridas, assim como romances, sempre oferecem revanche.

E aqui vai o que realmente importa: um passarinho verde e você sabe que esses raramente erram sussurrou que o Brasil pode surpreender nesta edição. Não com barulho… mas com presença. E talvez, apenas talvez, com algo que vá além da pista.

Porque no fim, me diga:
Em um lugar onde luxo, velocidade e desejo dividem o mesmo grid… quem precisa de linha de chegada para saber que algo grande está prestes a acontecer?


Horários — GP de Miami (Brasília):
Sexta-feira (01/05)
• Treino livre 1: 13h30
• Classificação sprint: 17h30

Sábado (02/05)
• Corrida sprint: 13h
• Classificação: 17h

Domingo (03/05)
• Corrida: 17h

Entre respirações e encontros: o novo endereço do desejo

Há alguns anos, encontrar alguém significava marcar um jantar. Luz baixa, taças alinhadas, conversas que se estendiam entre pratos e olhares. Era ali, entre o barulho dos talheres e o movimento calculado do serviço, que conexões aconteciam.

Hoje, curiosamente, o cenário mudou e talvez, silenciosamente, tenha se sofisticado.

Os novos encontros não começam com um brinde, mas com uma respiração profunda.

Eles acontecem em salas iluminadas por luz natural, com janelas abertas, aromas sutis no ar e uma trilha quase imperceptível ao fundo. Corpos alinhados em movimento, pés descalços, roupas que acompanham o gesto e não o limitam. Ninguém está ali para impressionar e, justamente por isso, tudo se torna mais interessante.

Os eventos de wellness deixaram de ser apenas sobre saúde. Eles se transformaram em um novo código social.

Foto reprodução Helios Pop Up event

A aula de yoga virou ponto de encontro. O pilates, um ritual compartilhado. O funcional ao ar livre, quase um manifesto coletivo sobre presença. E entre uma postura e outra, entre uma pausa e um alongamento, conversas nascem mais leves, mais honestas, quase despretensiosas.

Existe algo de profundamente contemporâneo nisso: a troca acontece enquanto cada um está, antes de tudo, conectado consigo mesmo.

E talvez seja esse o novo luxo.

Não mais o excesso, o ruído ou a performance social ensaiada, mas o espaço onde é possível simplesmente existir, respirar e, a partir disso, se conectar.

As roupas acompanham esse movimento. O activewear deixa de ser apenas funcional e passa a traduzir estilo, intenção e pertencimento. Tons neutros, tecidos que abraçam o corpo, cortes que equilibram estética e liberdade. Não se trata de estar pronto para o treino, mas para o que vem depois dele.

Porque sempre há um “depois”.

E, talvez por isso, sejam hoje os endereços mais desejados, não por quem quer ser visto, mas por quem entende que o verdadeiro luxo está em como se sente.

Um café compartilhado sem pressa. Uma conversa que se prolonga na calçada. Um convite que surge sem esforço. Um número de telefone trocado entre risos leves e pele ainda aquecida.

Os eventos de wellness, no fim, não são sobre o corpo.

São sobre encontros que começam de dentro para fora.