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Anna Barroso: A arte de calçar o luxo

Existe algo particularmente fascinante na relação entre uma mulher e seus sapatos. Talvez seja a maneira como um salto transforma a postura, como uma determinada cor traduz um estado de espírito ou, simplesmente, como um único par pode guardar a memória de uma ocasião inesquecível. Afinal, os sapatos nunca foram apenas acessórios. Eles contam histórias, revelam personalidades e, muitas vezes, dizem sobre nós aquilo que as palavras não conseguem expressar.

No universo da moda em que cada detalhe pode se transformar em uma declaração de estilo, os calçados ocupam um lugar especial. São capazes de transformar uma produção minimalista em algo memorável, imprimir personalidade a uma silhueta clássica e acompanhar mulheres nos momentos mais importantes de suas vidas.

E, para Anna Barroso, foi justamente um desses momentos que deu início a uma história que, anos depois, encontraria seu lugar no universo do luxo.

Foto reprodução Instagram @annabarroso

Quando a necessidade encontra a criatividade

A relação de Anna com os sapatos começou muito antes de existir uma marca com seu nome. Ainda jovem, ela acompanhava de perto esse universo por influência da mãe, proprietária de uma fábrica de calçados. Entre materiais, modelos e processos de produção, desenvolveu uma familiaridade com um ofício que, mais tarde, se tornaria parte fundamental de sua trajetória.

O que poderia ter permanecido apenas como uma lembrança especial de formatura acabou se tornando o primeiro capítulo de uma trajetória empreendedora.

Talvez essa seja uma das características mais interessantes da moda: algumas das melhores ideias não surgem necessariamente de grandes planos de negócios, mas de desejos muito pessoais. Da vontade de criar aquilo que ainda não existe. De encontrar beleza justamente naquilo que sentimos falta.

O luxo de ter algo só seu

Com o passar do tempo, aquela primeira criação deu origem a uma marca de calçados de luxo construída em torno de três pilares: exclusividade, produção artesanal e personalização.

Em um mercado frequentemente marcado pela velocidade das tendências e pela reprodução de estilos, a proposta de Anna Barroso valoriza uma relação mais individual com a moda. Afinal, existe uma diferença entre adquirir um acessório e escolher uma peça que dialogue com a própria identidade.

É justamente nesse encontro entre desejo e expressão pessoal que a personalização ganha protagonismo. Mais do que acompanhar tendências, a marca abre espaço para que cada escolha reflita as preferências de quem irá calçar suas criações.

O trabalho artesanal, por sua vez, reforça uma das características mais valorizadas no universo do luxo: a atenção aos detalhes. Aqueles que, muitas vezes, passam despercebidos à primeira vista, mas fazem toda a diferença na percepção de uma peça.

Atualmente, a marca conta com duas lojas em Belo Horizonte, consolidando sua presença na capital mineira e dando continuidade a uma trajetória que começou de maneira tão pessoal.

Foto reprodução Instagram @annabarroso

Muito além de um par de sapatos

Durante muito tempo, o luxo esteve associado principalmente à ostentação e à exclusividade material. Hoje, porém, seu significado também encontra espaço em conceitos como individualidade, expressão pessoal e conexão emocional.

Nesse contexto, um sapato pode representar muito mais do que uma escolha estética. Pode ser o detalhe que completa uma produção, a lembrança de uma conquista, a peça escolhida para uma celebração ou simplesmente uma maneira de expressar quem somos.

A trajetória de Anna Barroso traduz essa ideia de forma particular. Afinal, sua marca nasceu precisamente da vontade de transformar uma ocasião importante em algo ainda mais pessoal.

De um sapato criado para uma formatura a uma marca com presença no mercado de luxo de Belo Horizonte, sua história revela como criatividade, identidade e memória podem caminhar juntas.

Porque, no fim das contas, a moda pode até mudar a cada temporada. Mas existem peças que permanecem conosco não apenas pelo que representam esteticamente, e sim pelas histórias que nos ajudam a contar.

E, às vezes, tudo começa com um único par de sapatos.

A moda tem muito a dizer: Iguatemi Talks Fashion celebra 10 anos com encontros que prometem movimentar a indústria

Com Anok Yai, Marylin Fitoussi, LY.AS, Pabllo Vittar e grandes nomes da moda brasileira, a edição comemorativa transforma São Paulo no endereço das conversas mais interessantes sobre criatividade, luxo e o futuro de uma indústria que nunca para de se reinventar.

Existe uma coisa que a moda sabe fazer tão bem quanto criar tendências: provocar conversas. E, convenhamos, algumas delas são muito mais interessantes do que descobrir qual será a próxima bolsa da temporada.

Afinal, em uma indústria na qual tudo parece mudar na velocidade de um desfile, talvez o verdadeiro luxo seja encontrar tempo para discutir o que realmente importa.

Foi pensando nisso que me veio uma pergunta: se a moda é uma das maiores expressões do nosso tempo, quem está escrevendo os seus próximos capítulos?

Nos dias 20 e 21 de outubro, o JK Iguatemi, em São Paulo, promete reunir algumas das pessoas que certamente têm boas respostas. Celebrando sua décima edição, o Iguatemi Talks Fashion apresenta uma programação que atravessa as fronteiras entre moda, cultura, comportamento, negócios e inovação.

E o line-up? Daquelas listas de convidados que fariam qualquer editora de moda reconsiderar seus compromissos da semana.

Entre os nomes confirmados estão a supermodelo Anok Yai, Marylin Fitoussi, responsável pelo figurino de Emily in Paris, o comentarista francês LY.AS, Pabllo Vittar, Lenny Niemeyer, Patricia Viera, Cris Barros, Natalie Klein, Alexandre Herchcovitch, Airon Martin e muitos outros.

Mas o que torna esta edição interessante não é apenas a quantidade de nomes conhecidos. É a possibilidade de colocar perspectivas diferentes frente a frente, em um momento no qual a moda parece estar tentando descobrir como preservar sua identidade enquanto tudo ao redor se transforma.

Entre ícones, novas gerações e o poder de construir uma imagem

No primeiro dia, a dupla Marcos e Kelvin, da MARVIN, abre a programação com uma reflexão sobre a imagem em transformação, mediada pela diretora criativa Nídia Aranha.

Em seguida, Lenny Niemeyer e Patricia Viera dividem o palco com suas filhas, Bel Niemeyer e Andrea Viera, para discutir sucessão e continuidade.

Porque existe uma diferença enorme entre herdar uma marca e compreender o que a tornou desejável em primeiro lugar.

Foto divulgação – Lenny Niemeyer e Patricia Viera

O debate sobre identidade brasileira também ganha espaço. Pedro Andrade, fundador da Piet, e Maria Fernanda Albuquerque, da Havaianas, discutem os desafios de levar marcas nacionais ao mercado internacional.

E, em tempos nos quais a imagem se tornou quase tão importante quanto a própria criação, Pabllo Vittar revisita a construção de seu universo visual ao longo de uma década de carreira.

Entre referências pop e estratégias de posicionamento, uma conclusão parece inevitável: hoje, construir uma marca também significa saber contar uma história.

De Anok Yai a Emily in Paris: quando a moda ultrapassa as passarelas

Se o primeiro dia abre espaço para discutir identidade, o segundo coloca em evidência algumas das personalidades que transformaram a imagem em linguagem.

Um dos encontros mais aguardados é a participação de Anok Yai. Descoberta em 2017 após uma fotografia viralizar, a modelo construiu uma trajetória que a levou às principais passarelas e campanhas do mundo. Em conversa com Maria Laura Neves, da Vogue, ela compartilhará os bastidores de sua carreira.

Foto divulgação – Anok Yai

E, falando em personagens que conquistaram a moda, Marylin Fitoussi também está confirmada.

Responsável pelo figurino de Emily in Paris, a figurinista participa de uma conversa sobre a capacidade das roupas de contar histórias. Porque, sejamos sinceras, algumas personagens conseguem revelar mais sobre seus sentimentos escolhendo um casaco do que fazendo uma declaração de amor.

A discussão vai muito além das tendências: trata-se de entender como o figurino constrói personalidade, cria desejo e, às vezes, transforma uma produção audiovisual em uma referência cultural.

Foto divulgação -Marylin Fitoussi

O segundo dia ainda reúne Isabeli Fontana, Shirley Mallmann e Anabela Santos para celebrar a presença brasileira nas passarelas internacionais, enquanto Cris Barros, Natalie Klein, Julia Arcangeli e Gabriela Helito discutem os desafios de construir marcas relevantes em diferentes gerações.

Para encerrar a programação principal, Dudu Bertholini recebe LY.AS, um dos nomes que vêm transformando a maneira como o público acompanha e comenta a moda.

O futuro da moda talvez esteja menos nas tendências e mais nas ideias

Além dos grandes encontros, o espaço CUBO recebe discussões sobre inteligência artificial nos ateliês de luxo, moda circular, upcycling, direção criativa e o impacto do TikTok Shop no varejo.

Gustavo Silvestre e Penha Maia discutem como preservar a originalidade em tempos de algoritmos. Já Alexandre Herchcovitch e Julia Sabbag refletem sobre a permanência e o valor das peças em um mercado acostumado à novidade.

Há ainda espaço para a moda bridal, com Elisa Zarzur e Theresa Fonseca, e para os bastidores das colaborações de sucesso Nina Trevisan, da FARM, e Bárbara Ikari, da Adidas,

Foto de divulgação: Theresa Fonseca e Elisa Zarzur

Temas diferentes, mas conectados por uma mesma questão: como continuar criando desejo em um mundo que já parece ter visto de tudo?

Talvez seja justamente aí que esteja a importância de encontros como o Iguatemi Talks Fashion.

Em dez edições, a conferência recebeu nomes como Virgil Abloh, Christian Louboutin, Giambattista Valli, Eva Chen e Lauren Santo Domingo, construindo um espaço de diálogo entre o mercado brasileiro e algumas das principais vozes internacionais.

Agora, ao celebrar sua trajetória, o evento também olha para aquilo que ainda está por vir.

Porque uma coisa é acompanhar a próxima tendência. Outra, muito mais interessante, é participar das conversas que podem defini-la.

E, se existe algo que aprendemos com a moda, é que as melhores histórias quase nunca começam na passarela. Às vezes, começam com uma boa pergunta.

Serviço | Iguatemi Talks Fashion 2026

Data: 20 e 21 de outubro de 2026

Local: JK Iguatemi, São PauloI

Ingressos: disponíveis no site oficial do Iguatemi Talks Fashion

Programação: palestras, painéis, masterclasses e workshops nos espaços JK Eventos e CUBO JK.

Impacto social: 10% da renda dos ingressos será destinada ao Instituto Nacional de Moda e Design (IN-MOD).

De Anitta a Céline: a noite em que a L’Oréal tomou Paris

Caros leitores,

Nesta semana, aconteceu a 9ª edição de Le Défilé L’Oréal Paris 2026, cujo tema foi “Express Your Worth”. “Expresse Seu Valor”, em tradução livre, durante a Paris Fashion Week 2026. O desfile chamou atenção não apenas por sua proposta, mas também pelo elenco internacional que cruzou a passarela.

Segundo o site da L’Oréal Paris, “Le Défilé 2026 convida cada mulher a expressar o próprio valor e celebra o empoderamento feminino, a inclusão, a liberdade, a confiança e a união entre mulheres”.

A passarela reuniu um time internacional formado por nomes como Simone Ashley, Marie Bochet, Cara Delevingne, Jane Fonda, Luma Grothe, Kendall Jenner, Eva Longoria, Renata Notni, Andie MacDowell e Aishwarya Rai.

Foto reprodução X

Nas redes sociais, a participação de Kendall Jenner foi bastante comentada. Muitos espectadores destacaram sua presença marcante na passarela. Mas quem também conquistou os olhares foi a atriz turca Serenay Sarikaya. Com uma aura irresistível, um sorriso encantador e os cabelos ao vento, ela trouxe uma presença magnética ao desfile, envolvendo o público com sua beleza e energia contagiante.

Outra personalidade que ganhou destaque foi Mika Abdalla, atriz de Off Campus. Em sua estreia no desfile da L’Oréal Paris, a atriz surgiu como um verdadeiro anjo, usando um longo vestido de seda e exibindo seus cabelos cacheados, que se tornaram um dos grandes destaques de sua produção.

Foto reprodução X

Na passarela global, quatro embaixadoras brasileiras também representaram o país: Taís Araújo, Anitta, Bella Campos e Liniker.

Foto reprodução X

Anitta participou do desfile pelo terceiro ano consecutivo, enquanto Taís Araújo realizou sua quarta participação no evento. As brasileiras levaram sua presença e personalidade para a passarela do Le Défilé L’Oréal Paris, celebrando a diversidade e a força feminina.

E, para encerrar esse grandioso desfile, que celebrou diferentes formas de expressão e o poder feminino, o público foi surpreendido pela presença de Céline Dion. Conhecida mundialmente por sucessos como A New Day Has Come, a cantora transformou o encerramento em um verdadeiro espetáculo.

Sua participação provocou alegria e comoção entre os presentes, especialmente por marcar um momento significativo em seu retorno aos palcos após o afastamento causado pelo diagnóstico de uma doença neurológica.

Foto reprodução X

Maria Braz: E se aquilo que temos pudesse fazer diferença na vida de alguém?

Existe uma coisa bonita sobre a caridade que nem sempre aparece nos números: ela começa muito antes da doação. Começa quando alguém decide olhar para o que tem. Uma rede de contatos, uma peça no armário, uma ideia, uma história e se pergunta como aquilo poderia chegar a alguém que precisa.

Talvez seja por isso que algumas iniciativas emocionem mais do que outras. Porque elas nos lembram que fazer o bem também pode ser uma escolha cotidiana. E que, quando muitas pessoas decidem participar, até aquilo que parecia pequeno pode ganhar uma dimensão enorme.

Foi o que aconteceu no último sábado (26), em São Paulo, quando Maria Braz reuniu amigas, marcas e sua própria comunidade para a primeira edição do The Hunt, bazar beneficente realizado pelo Projeto Maria Braz.

Foto: Luan Schaumann

Mais de 1000 peças deixaram armários e acervos para ganhar uma nova história. Em dez horas, R$ 200 mil foram arrecadados e, desta vez, a história não terminaria em uma nova compra. 100% da renda foi destinada à Casa da Criança de Muriaé, instituição que há décadas atua no atendimento de mães e crianças, especialmente em situação de vulnerabilidade.

E talvez exista uma beleza especial nisso: uma peça que já teve uma história passa a fazer parte de outra. Um vestido, uma bolsa, um objeto que um dia significou alguma coisa para alguém pode, de repente, significar cuidado, saúde e oportunidade para outra pessoa.

Maria nasceu em Muriaé e mantém uma relação profunda com a cidade. Desde 2022, seu projeto social vem transformando essa conexão em ações voltadas para crianças, educação, saúde, esporte e acolhimento.

Foto: Luan Schaumann

Em 2024, o projeto criou o Missão Central Kids, espaço que recebe diariamente cerca de 100 crianças de 4 a 7 anos no contraturno escolar, oferecendo educação, alimentação, acompanhamento emocional, atividades físicas e acesso a atendimentos médicos e odontológicos.

Talvez seja esse o verdadeiro significado de uma rede: não apenas quantas pessoas conseguimos alcançar, mas quantas vidas conseguimos tocar quando decidimos usá-la para alguma coisa maior do que nós mesmos.

E a história do The Hunt ainda não terminou. Durante um mês, o drink Projeto Maria Braz estará disponível no Café Zinn, com o lucro integralmente revertido para a Casa da Criança de Muriaé.

Porque, no fim, talvez caridade seja justamente isso: perceber que aquilo que temos pode ser muito mais valioso quando deixa de pertencer somente a nós.

E talvez a pergunta mais bonita que possamos fazer sobre o que guardamos no armário, na agenda ou na vida seja:

“E se isso pudesse mudar a vida de alguém?”

Às vezes, uma peça muda de mãos.
Às vezes, uma rede se transforma em cuidado.
E, às vezes, aquilo que começa como um gesto termina se tornando esperança.

Carandaí 25: o que acontece quando a moda autoral encontra um delírio coletivo?

Há uma pergunta que sempre volta quando falamos sobre moda: o que faz uma pessoa se apaixonar por uma marca?

É a roupa? A história? A sensação de ter encontrado algo que parece ter sido feito exatamente para ela?

Ou seria simplesmente aquela pequena emoção de entrar em um lugar e pensar: “como eu ainda não conhecia isso?”

Talvez seja esse o verdadeiro charme do Carandaí 25.

De 18 a 20 de setembro, São Paulo recebe novamente o festival de moda autoral na Casa Higienópolis. E, se março foi uma espécie de reencontro, setembro chega com cara de continuação, só que maior, mais inquieta e, desta vez, sob o sugestivo nome de “Delírio Coletivo”.

E cá entre nós: existe nome melhor para um encontro de pessoas que acreditam que vestir também é uma forma de contar quem somos?

Foto: Raphael Figueiredo

A moda que não quer parecer igual

Durante três dias, mais de 80 marcas ocupam os cinco andares da Casa Higienópolis, transformando os cerca de 2.500 m² do endereço em um pequeno universo dedicado à moda, ao bem-estar e ao design brasileiro.

Entre os nomes que chegam para esta edição estão Carlos Penna, Caju London, Lo de Lui, Cru e Lulo Shoes. E há também aquelas descobertas que podem ser o verdadeiro motivo para sair de casa: Garnus, Onoma, Amapô, Ocre e Gammba estão entre as novas marcas apresentadas ao público.

Porque talvez uma das melhores coisas sobre a moda autoral seja justamente essa: ela ainda permite que você descubra algo que não está em todo lugar.

E existe um certo prazer nisso.

Um festival ou uma desculpa para sair da rotina?

O Carandaí 25 parece entender uma coisa que a moda aprendeu há muito tempo: uma boa experiência nunca é apenas sobre comprar.

Por isso, a programação inclui desfile de abertura, oficinas, conversas com especialistas e apresentações musicais.

Moda, cultura, música, design, pessoas.

Tudo misturado.

Como aqueles dias de verão que começam com um café e terminam em algum lugar que você não tinha planejado conhecer.

É exatamente essa atmosfera que inspira o “Delírio Coletivo”: dias mais longos, encontros inesperados e a fantasia de um verão que simplesmente decidiu não acabar.

Talvez seja esse o delírio.

A ideia de que ainda podemos nos surpreender.

Foto: Raphael Figueiredo

Quinze anos de histórias

Criado em 2012 pela empresária carioca Tati Accioli, o Carandaí 25 chega aos 15 anos com uma história que já atravessou cidades, mercados e gerações de criadores.

São mais de 40 edições realizadas no Brasil e em Paris, mais de mil marcas reunidas e um público que já ultrapassa 300 mil pessoas.

Mas números, por aqui, contam apenas metade da história.

A outra metade está nas marcas que encontraram visibilidade, nos empreendedores que conseguiram crescer, nos clientes que descobriram novos nomes e nos encontros que provavelmente começaram com uma simples pergunta:

“Onde você comprou isso?”

Ao longo dos anos, nomes como Ylla, Annaka, Totta, Zsolt, Manolita, Wasabi, Dipua, Angela Brito e Marcela B. ganharam projeção a partir do festival.

E talvez seja justamente aí que o Carandaí 25 se diferencia: ele não apenas apresenta moda. Ele cria contexto para que novas histórias aconteçam.

Porque o novo sempre começa em algum lugar

Hoje, o Carandaí 25 já ultrapassou o formato de evento.

São quatro lojas conceito entre Rio de Janeiro e São Paulo, além do Instituto Carandaí 25, que atua na formação e capacitação de empreendedores criativos por meio de mentorias, conteúdos e conexões estratégicas.

Em 2026, serão quatro grandes edições presenciais: duas em cada cidade.

É uma maneira interessante de olhar para a moda autoral brasileira: não como uma tendência passageira, mas como um ecossistema que precisa de espaço para existir, crescer e encontrar seu público.

E talvez seja por isso que voltar a São Paulo tenha um significado especial.

A cidade é acelerada. A moda também.

Mas, por alguns dias, a Casa Higienópolis propõe outra velocidade: aquela em que você pode entrar sem saber exatamente o que procura e sair com uma nova marca favorita, uma conversa inesperada e, quem sabe, uma peça que ainda vai render algumas histórias.

O delírio é coletivo. A descoberta é pessoal.

A entrada é gratuita e solidária, mediante a doação de um quilo de alimento não perecível.

E, entre 18 e 20 de setembro, São Paulo ganha novamente um endereço para quem gosta de moda, mas gosta ainda mais daquilo que existe por trás dela: pessoas, histórias, ideias e a possibilidade deliciosa de encontrar algo novo.

Porque no fim, talvez a moda autoral seja exatamente isso.

Um pouco de desejo. Um pouco de coragem. Um pouco de loucura.

E uma multidão inteira acreditando que ainda vale a pena criar algo que não se pareça com todo o resto.

Carandaí 25 — Delírio Coletivo
18 a 20 de setembro de 2026, das 11h às 21h
Casa Higienópolis — Av. Higienópolis, 758, Consolação, São Paulo
Entrada gratuita e solidária.