Foto: Cortesia de Dolce & Gabbana
Depois de um feriado que chegou quase como um suspiro no meio da semana, de um Rio Fashion Week pulsando referências, de uma viagem a Curitiba e de um Coachella absolutamente hipnotizante… eu me peguei diante de uma pergunta que, confesso, tinha algo de provocativa: como criar uma curadoria à altura de uma semana que já parecia ter dito tudo?
E então, quase como uma coluna que se escreve sozinha e sim, talvez com um certo espírito de Carrie Bradshaw pensei: e se, dessa vez, a curadoria fosse menos sobre o mundo… e mais sobre mim?
Sempre fui movida à música. Para mim, as melhores histórias nunca foram apenas assistidas, mas foram sentidas, cantadas, coreografadas na sala de casa. De Grease nos tempos da brilhantina, passando pelo universo quase utópico de Glee, até o fenômeno geracional de High School Musical, sim, da Disney. Sempre acreditei que a vida seria um pouco mais interessante se, em certos momentos, simplesmente irrompêssemos em música.
E talvez tenha sido exatamente isso que senti ao assistir Madonna ao lado de Sabrina Carpenter no palco do Coachella. Não era apenas uma performance. Era um encontro de tempos, de versões, de mulheres. Quando os primeiros acordes de Like a Prayer começaram, algo dentro de mim reconheceu aquele instante como um daqueles raros momentos em que passado e presente não competem, eles dançam juntos.

E, curiosamente, minha mente fez uma conexão quase automática com o último desfile da Dolce & Gabbana. Fevereiro ainda ecoa na memória com aquela mulher envolta em renda, assumindo sua sensualidade com precisão e intenção. Não como provocação vazia, mas como afirmação. Como linguagem. Como escolha.

Porque, no fim, talvez seja isso que esteja no ar agora: uma narrativa em que o desejo feminino não precisa mais ser traduzido, ele simplesmente existe.
Então, mulher, hoje o convite é outro.
Escolha sua bebida favorita: vinho, chá ou até um suco despretensioso. Dê play na sua versão preferida de Like a Prayer. E permita-se entrar nessa curadoria não como espectadora, mas como protagonista. Porque, no fim das contas… não é exatamente isso que estamos buscando? Uma vida que, de vez em quando, tenha trilha sonora.
No desfile da Dolce & Gabbana em fevereiro, vimos a lingerie ora como um detalhe sutil, ora como peça protagonista insinuando-se entre as lapelas de um blazer com a precisão de um segredo bem guardado. Mas, nas passarelas, ela foi além do detalhe: transformou-se em linguagem.

Rendas negras, transparências quase etéreas, corseteria aparente e slips que pareciam flutuar pelo corpo surgiram não como provocação, mas como sofisticação. A lingerie deixou de pertencer apenas ao íntimo para ocupar o espaço do styling, da alfaiataria e do poder. Uma lingerie sob a alfaiataria não parecia exposição, parecia argumento.

E então me vi determinada a encontrar uma marca brasileira que traduzisse essa essência, esse equilíbrio raro entre sensualidade, refinamento e design com intenção. Foi assim que encontrei e me apaixonei por a OH Studio Lingerie, criada pela talentosa Cibeli Silva.
Eu já havia cruzado com a marca antes, mas, como tudo que é especial, ela pediu o momento certo para acontecer. E ele chegou.
Chegou quando a conversa sobre lingerie deixou de ser apenas sobre o que se esconde sob a roupa e passou a ser sobre o que sustenta a forma como nos apresentamos ao mundo. Chegou quando entendi que o luxo também mora no toque de um tecido, no desenho de uma renda, na arquitetura silenciosa de uma peça feita para ser sentida antes mesmo de ser vista.
Porque a OH Studio Lingerie habita exatamente esse território: entre o íntimo e o editorial. Há algo de boudoir parisiense, algo de mulher contemporânea e, ao mesmo tempo, uma delicadeza muito brasileira nesse olhar.
Algumas peças não entram no closet, entram na narrativa. E certas descobertas não são compras, são encontros.
Então fica aqui a minha curadoria de peças da OH Studio Lingerie, com um olhar inspirado na estética da Dolce & Gabbana para você ousar, no seu tempo, do seu jeito.

Você encontra as peças no Instagram @ohstudiolingerie e no site https://www.ohstudiolingerie.com











