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Alessandra Ambrósio, BrazilFoundation e uma noite em Nova York onde influência encontra propósito.

Alessandra Ambrósio será homenageada pela BrazilFoundation no New York Gala 2026, ao lado do Instituto Burle Marx, em uma noite que promete reunir moda, cultura, filantropia e algumas das pessoas mais influentes do Brasil e do mundo.

Nova York tem dessas coisas. Uma noite você pode estar diante de um dos endereços mais icônicos de Manhattan, cercada por vestidos impecáveis, champagne e nomes que dispensam apresentações. Na noite seguinte, pode descobrir que, por trás de todo esse glamour, existe algo muito mais interessante acontecendo: pessoas usando sua influência para fazer alguma coisa pelo mundo.

No dia 17 de setembro, o The Plaza Hotel será palco do New York Gala 2026, principal evento de captação de recursos da BrazilFoundation nos Estados Unidos. E, entre os nomes que estarão sob os holofotes, está Alessandra Ambrósio, que receberá o Philanthropy Leadership Award.

A escolha parece especialmente adequada.

Há mais de quinze anos, Alessandra mantém uma parceria com a BrazilFoundation, participando de iniciativas que aproximam a filantropia brasileira de uma audiência internacional. Dos eventos beneficentes realizados durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro às campanhas globais de arrecadação, sua influência deixou de ser apenas uma questão de moda para se transformar em uma ferramenta de mobilização.

Foto divulgação

E talvez essa seja uma das formas mais interessantes de pensar sobre celebridade hoje: o que fazemos com a atenção que recebemos?

Da passarela para a causa

Em 2024, depois das enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, estado natal de Alessandra, a modelo e empresária criou, em parceria com a BrazilFoundation, o Brazilian Soul Fund.

O que começou como uma iniciativa emergencial para apoiar as comunidades afetadas ganhou novos contornos ao longo do tempo. Até agora, o fundo arrecadou aproximadamente US$ 340 mil.

O projeto também ganhou uma dimensão internacional durante o Festival de Cannes, onde um jantar beneficente reuniu empresários, filantropos, artistas e personalidades de diferentes partes do mundo em uma mobilização em favor das vítimas das enchentes no Sul do Brasil.

Porque, aparentemente, até Cannes pode servir para lembrar que o glamour é ainda mais interessante quando tem uma causa por trás.

Um legado que merece ser celebrado

Mas Alessandra não será a única homenageada da noite.

Pela primeira vez, a BrazilFoundation entregará o Cultural & Environmental Legacy Award ao Instituto Burle Marx, em reconhecimento ao trabalho de preservação e difusão do legado de Roberto Burle Marx.

E aqui a história ganha uma camada ainda mais brasileira.

Criado em 2019, o Instituto preserva um dos mais importantes acervos de paisagismo do país, são mais de 150 mil itens, entre projetos, desenhos, fotografias, documentos e correspondências que registram quase sete décadas da produção de Burle Marx e de seus colaboradores.

Mais do que guardar memória, o Instituto trabalha para manter vivo um pensamento: cidades podem ser mais verdes, sustentáveis, inclusivas e acolhedoras. E o paisagismo pode ser, ao mesmo tempo, arte e instrumento de transformação social.

E então entra Daniel Urzedo

Se toda grande noite precisa de alguém capaz de fazer as conexões acontecerem, o New York Gala 2026 encontrou seu nome em Daniel Urzedo, escolhido como Chair da edição.

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Sua relação com a BrazilFoundation começou em 2006. Desde então, Daniel ajudou a ampliar a comunidade internacional da fundação, conectando a instituição a doadores, empresários e marcas como Ralph Lauren, Moncler, Alexandre Birman e Chanel, além de apoiar iniciativas como o Ballet Paraisópolis.

Agora, à frente do Gala, ele terá justamente essa missão: reunir sua rede global para transformar encontros em parcerias e visibilidade em recursos.

Como ele próprio resume, Alessandra representa uma geração de brasileiros que utiliza sua projeção global para criar oportunidades concretas de impacto.

E talvez seja essa a verdadeira história por trás de uma noite no Plaza.

Porque, no fim, Nova York sempre foi sobre quem está na sala. Mas algumas noites são sobre o que essas pessoas decidem fazer depois que as portas se fecham.

E se existe uma tendência que nunca sai de moda, talvez seja essa: usar o privilégio de ter voz para fazer com que outras vozes também sejam ouvidas.

Sobre a BrazilFoundation

Há 26 anos, a BrazilFoundation mobiliza recursos para iniciativas que transformam vidas em diferentes regiões do Brasil, conectando líderes, filantropos e organizações da sociedade civil em torno de causas como equidade, justiça socioambiental e ampliação de oportunidades.

Desde sua criação, a fundação já investiu mais de US$ 61 milhões em cerca de 1.100 organizações.

Nada mal para uma noite que começa com um convite para o The Plaza.

E termina, esperamos, com algo muito maior do que uma boa foto.

Sport luxury: como esporte e luxo passaram a compartilhar os mesmos códigos de desejo, pertencimento e experiência.

Por: Amanda Costa

O Sport Luxury surge da convergência entre duas indústrias que buscam responder às transformações do consumo contemporâneo. Em um contexto marcado pela crescente relevância cultural do esporte e pela aproximação da Copa do Mundo de 2026, moda, luxo e universo esportivo passam a compartilhar os mesmos códigos de desejo, identidade e pertencimento.

Enquanto o esporte incorpora elementos tradicionalmente associados ao luxo, como exclusividade, sofisticação e construção de imagem, o mercado de luxo encontra no esporte uma plataforma de alcance global e conexão emocional com novas audiências. Mais do que comercializar produtos, ambos passam a vender experiências, comunidades e acesso a universos culturais nos quais o pertencimento se torna tão valioso quanto a própria posse.

Nesse contexto, o esporte deixa de ser percebido apenas como um espaço de competição e passa a ocupar uma posição estratégica dentro da moda e do mercado de luxo. O resultado é o fortalecimento do chamado Sport Luxury, movimento que aproxima esses universos e amplia o valor cultural atribuído ao esporte.

RICARDO ALMEIDA + CBF

Um dos exemplos mais recentes desse movimento no Brasil é a parceria entre Ricardo Almeida e a CBF para a Copa do Mundo de 2026.

A parceria entre Ricardo Almeida e a CBF pode ser interpretada como um dos sinais mais claros da aproximação entre esporte e luxo no Brasil. A escolha da alfaiataria para representar a seleção fora dos gramados demonstra que a construção da imagem dos atletas passou a ocupar um papel estratégico tão importante quanto a performance esportiva.

Mais do que vestir jogadores, a ideia da coleção comunica sofisticação, prestígio, profissionalismo e representação institucional. Os atletas passam a ser posicionados não apenas como esportistas, mas também como representantes culturais do país.

A proximidade da Copa de 2026 reforça esse movimento. À medida que a copa se aproxima e o interesse global pelo futebol cresce, torna-se cada vez mais relevante construir narrativas que transcendam o jogo e ampliem o valor simbólico associado às seleções, atletas e marcas envolvidas.

Foto reprodução

FÓRMULA 1 + GUCCI

O caso da CBF não é isolado. A aproximação entre esporte e luxo tem se expandido globalmente, impulsionada pela capacidade das grandes competições de gerar visibilidade, influência cultural e valor simbólico. À medida que o esporte ganha centralidade no entretenimento e no comportamento de consumo, torna-se também um espaço cada vez mais atrativo para marcas do mercado premium.

Nesse cenário, a Fórmula 1 se destaca como um dos exemplos mais consolidados dessa convergência, reunindo tradição, exclusividade e alcance global em um ambiente que dialoga naturalmente com o universo do luxo.

Um dos exemplos mais recentes dessa aproximação entre esporte e luxo é a entrada da Gucci como patrocinadora principal da equipe Alpine de Fórmula 1. A parceria marca a primeira vez que uma grande casa de luxo assume uma posição desse porte dentro da categoria, evidenciando o crescente interesse do setor por plataformas esportivas com alcance global e forte valor simbólico.

A escolha não é por acaso. Nos últimos anos, a Fórmula 1 consolidou-se como um dos ambientes mais desejados para marcas premium, reunindo exclusividade, prestígio, inovação e uma audiência de alto poder aquisitivo. Mais do que uma competição esportiva, a categoria tornou-se uma plataforma de lifestyle e experiência.

A estratégia acompanha um movimento mais amplo. Em 2025, o grupo LVMH firmou um acordo de patrocínio de dez anos com a Fórmula 1, substituindo a Rolex como parceira global da categoria. A partir da parceria, marcas como Louis Vuitton, TAG Heuer e Moët & Chandon passaram a integrar momentos centrais da competição, reforçando a presença do mercado de luxo dentro do esporte.

DO CONSUMO A EXPERIÊNCIA:


Os casos da CBF e da Fórmula 1 ilustram uma transformação mais ampla na forma como valor é construído no mercado contemporâneo. Em vez de concentrar-se apenas no produto, marcas esportivas e de luxo passam a investir cada vez mais em experiências, narrativas e construção de comunidade.

Nesse contexto, o consumo deixa de ser apenas uma transação e passa a funcionar como uma forma de pertencimento. O valor de um produto não está apenas em sua função ou qualidade, mas também na capacidade de conectar o consumidor a determinados universos culturais, estilos de vida e grupos sociais.

Essa mudança pode ser observada diretamente na forma como produtos esportivos vêm sendo posicionados no mercado. Mais do que peças destinadas à prática esportiva, camisas, tênis e coleções especiais passam a ser apresentados como objetos de desejo, identidade e expressão cultural.

ADIDAS BRINGBACKS:

A coleção Bringbacks, da Adidas, exemplifica como o universo esportivo tem incorporado estratégias tradicionalmente associadas ao mercado de luxo. Inspiradas em uniformes históricos, as peças resgatam momentos marcantes da história do futebol e os reposicionam como produtos premium.

Ao transformar a nostalgia em um ativo de valor, a marca amplia o significado da camisa para além de sua função esportiva. O produto passa a ser consumido também por seu valor cultural e emocional, dialogando com colecionadores, fãs e consumidores interessados na história e na simbologia por trás da coleção.

NIKE X JORDAN BRASIL

A colaboração entre Nike e Jordan para a Seleção Brasileira demonstra outra faceta do Sport Luxury. Diferentemente da Adidas, que recorre à memória e ao legado histórico do futebol, a parceria aproxima o esporte de universos como o streetwear, a cultura sneaker e a moda contemporânea.

Ao unir uma das marcas mais influentes da cultura urbana ao imaginário da Seleção Brasileira, a coleção amplia o significado da camisa para além do contexto esportivo. A peça passa a circular também em ambientes ligados à moda e ao estilo de vida, reforçando sua dimensão cultural e seu potencial como objeto de desejo.

O lançamento evidencia como o futebol vem sendo reposicionado dentro de uma lógica de consumo que valoriza identidade, expressão pessoal e pertencimento. Nesse cenário, a camisa deixa de representar apenas uma equipe ou competição e passa a funcionar também como um símbolo cultural capaz de conectar diferentes comunidades e públicos.

SIMONE ROCHA + ADIDAS

A aproximação entre esporte e luxo não se manifesta apenas por meio de patrocínios, experiências ou produtos premium. Ela também pode ser observada na forma como a moda passou a reinterpretar elementos tradicionalmente associados ao universo esportivo.

Um exemplo desse movimento é a colaboração entre Simone Rocha e Adidas, apresentada durante a London Fashion Week. Marcando a primeira parceria entre a estilista irlandesa e a marca esportiva, a coleção combinou peças clássicas do sportswear, como tracksuits e jaquetas com as três listras, a elementos característicos do trabalho de Rocha, incluindo rendas, transparências e bordados.

A coleção demonstra como códigos ligados à performance esportiva podem adquirir novos significados quando inseridos no universo da moda. Sem perder sua identidade original, peças associadas ao esporte passam a dialogar também com criatividade, expressão estética e construção de imagens. O resultado reflete uma das principais características do Sport Luxury: a capacidade de aproximar funcionalidade, desejo e valor cultural dentro de uma mesma narrativa.

Mais do que uma tendência passageira, o Sport Luxury revela uma mudança na forma como esporte e moda se posicionam dentro da cultura contemporânea. À medida que grandes competições ampliam sua influência para além das arenas esportivas, marcas de ambos os setores passam a disputar não apenas consumidores, mas relevância cultural. Nesse cenário, o esporte consolida-se como um dos territórios mais estratégicos para a construção de imagem, valor e influência no mercado de luxo. 

Elegância em Paris: O sim de Elisa e Alexandre, o evento da temporada

Foto créditos Lufz

6 de junho de 2026

Caro e estimado leitor,

Ah, Paris…

A cidade onde promessas parecem mais eternas, onde cada esquina poderia servir de cenário para uma história de amor escrita pelos mais românticos autores. E, como não poderia deixar de ser, foi justamente ali que a encantadora Elisa Zarzur e o distinto Alexandre Negrão escolheram celebrar o capítulo mais aguardado de sua própria história.

Mas não se deixe enganar pela aparente simplicidade da data.

O dia 6 de junho de 2026 não foi escolhido ao acaso. Longe disso. Para aqueles atentos aos detalhes e esta autora certamente se inclui entre eles, a data carrega significados dignos de nota. Marca exatamente dez anos desde a inesquecível festa de debutante de Elisa, além de assinalar o aniversário da oficialização de seu relacionamento com Alexandre.

“Sou muito ligada à astrologia, e a data tem uma numerologia muito forte. O número seis representa a família”, revelou a noiva à Vogue. E como os entusiastas dos astros bem sabem, o tão comentado portal 6/6 possui um simbolismo especial, associado ao amor, à harmonia e aos laços duradouros.

Conveniente? Talvez. Romântico? Indiscutivelmente.

Entretanto, meus caros, antes de chegarmos ao momento em que Paris parou para assistir a um dos casamentos mais comentados do ano e antes de analisarmos o vestido que fez o universo da moda prender a respiração, devemos retornar algumas páginas desta história.

Pois toda grande celebração possui seus bastidores. E nós vamos mergulhar nos bastidores dos contos de fadas, com curadoria de moda de ninguém menos que Rita Lazzarotti.

25 de abril, São Paulo – Brasil

O vestido para o chá bar Ilya Migmoon teve seu corset estruturado, drapeados precisos e plumas sutis, equilibra romantismo e arquitetura com rara leveza. Há uma sensualidade refinada na silhueta, mas também algo etéreo, quase celestial. Um vestido que não apenas veste uma noiva, mas constrói uma narrativa. Porque os grandes looks de bridal sempre fazem isso: transformam sonho em forma.

Foto reprodução Instagram @elisazarzur

10 de maio, São Paulo – Brasil

Para o casamento civil, Elisa escolheu o elegante La Rouge Belle como cenário para as comemorações que antecederam a cerimônia. Em perfeita sintonia com a estética quiet luxury, surgiu usando um refinado tailleur branco de saia da Chanel, combinado a um delicado chapéu adornado por flores e babados, scarpins rendados e joias da Tiffany & Co., maison da qual é embaixadora.

O resultado foi um visual que parecia transcender o tempo: uma mistura impecável de herdeira da aristocracia europeia com protagonista de um clássico filme francês. Sofisticado sem esforço, romântico sem excessos e, acima de tudo, absolutamente inesquecível.

Foto reprodução Instagram @elisazarzur
Foto reprodução Instagram @elisazarzur

3 de junho, Paris

Para um jantar intimista que reuniu familiares e amigos mais próximos, Elisa voltou a demonstrar sua predileção por peças carregadas de história e significado. A noiva surgiu deslumbrante em um vestido Christian Dior vintage, uma escolha que refletia perfeitamente sua apreciação pela alta-costura atemporal.

Foto reprodução X

4 de junho – Paris

Para o destination wedding, Elisa preparou uma programação especial para receber seus convidados em Paris, com celebrações que tiveram início já na quinta-feira. Para a ocasião, escolheu uma impressionante criação de alta-costura de Jean Paul Gaultier by Ludovic de Saint Sernin, apresentada no desfile da coleção Verão 2025 da maison.

A peça, marcada por sua sensualidade sofisticada e pelo trabalho artesanal característico da alta-costura parisiense, refletia perfeitamente o espírito da celebração: moderna, elegante e absolutamente inesquecível. Com a escolha, Elisa não apenas homenageou uma das maisons mais icônicas da moda francesa, como também reafirmou sua posição como uma das noivas mais observadas do cenário fashion contemporâneo.

Foto reprodução Instagram

6 de junho, Paris

E então o sim aconteceu na icônica Igreja de La Madeleine com Elisa usando uma criação exclusiva da Dior que levou oito meses para ganhar forma. Foram mais de 640 horas de trabalho artesanal, cinco viagens à capital francesa e uma busca que passou pelas maiores maisons do mundo até culminar em um encontro que, segundo a própria noiva, foi imediato: “Foi o vestido que eu não sabia que estava procurando.”

E talvez seja exatamente isso que diferencia a alta-costura do luxo convencional. Não se trata apenas de vestir uma mulher, mas de traduzir um momento irrepetível.

Inspirado nas curvas encontradas na natureza, o modelo revela a assinatura poética da Dior em cada detalhe: renda Chantilly francesa tecida à mão, cristais bordados, volumes que lembram pétalas em movimento e uma construção arquitetônica que parece flutuar ao redor do corpo. Nas costas, uma abertura dramática revela delicados painéis de renda, enquanto a saia em cetim duchese de seda desliza com a mesma elegância das grandes histórias de amor.

Há ainda um detalhe capaz de emocionar até os mais céticos: a peça marca o último trabalho assinado pela costureira mais antiga ainda em atividade no atelier da Dior, um adeus silencioso costurado entre pontos, rendas e memórias.

Como em todo grande romance parisiense, os acessórios também tiveram seu papel. A maison coordenou véu, sapatos e buquê, enquanto diamantes Tiffany & Co completaram a narrativa.

Foto reprodução vogue noiva

Conto de fadas

Mas os contos de fadas raramente terminam no momento em que os noivos dizem “sim”.

Na verdade, é justamente ali que eles começam.

Quando as portas da Madeleine se abriram e os recém-casados surgiram sob o céu parisiense, foram recebidos não apenas pelos aplausos de familiares e amigos, mas pela admiração coletiva de todos aqueles que acompanharam cada capítulo desta história. Havia algo de cinematográfico naquela cena como se Paris, por algumas horas, tivesse decidido interpretar a si mesma.

E que cenário poderia ser mais apropriado?

A cidade que inspirou artistas, escritores e apaixonados ao longo dos séculos, agora servia de palco para uma nova história de amor. Uma história construída entre encontros, escolhas, viagens e a delicada certeza de que algumas pessoas estão destinadas a encontrar umas às outras.

Enquanto a noite caía sobre a capital francesa e as luzes da cidade começavam a refletir nas margens do Sena, os convidados seguiram para uma celebração que combinava a grandiosidade de um casamento real com a intimidade de uma reunião entre amigos.

Flores, velas, música e conversas que se estenderam madrugada adentro compunham o cenário perfeito para uma ocasião que jamais pretendeu ser apenas um evento social. Era uma celebração de família, de amor e de permanência.

E talvez seja por isso que este casamento tenha encantado tantas pessoas.

Não apenas pelos vestidos, pelas joias ou pelo cenário extraordinário.

Mas porque, em uma época tão acelerada, Elisa e Alexandre nos ofereceram algo raro: a oportunidade de acreditar, ainda que por um instante, no romantismo dos grandes amores.

E convenhamos, querido leitor…

Às vezes, todos nós precisamos de um pouco de magia.

Foto reprodução Instagram

Entre desejo, comunidade e moda autoral: NOMAD celebra seu primeiro ano

Há eventos que acontecem. E há eventos que criam atmosfera.

A NOMAD pertence à segunda categoria.

Em um mercado saturado por experiências que parecem feitas para durar apenas um story, a plataforma fundada por Marta Veloso, Lorena Bauducco e Yasmin França construiu algo mais raro: permanência. Um espaço onde moda, comunidade e comportamento coexistem de maneira quase intuitiva.

Foto divulgação

Agora, em sua quarta edição, a NOMAD celebra um ano de existência reunindo aquilo que se tornou sua assinatura mais valiosa: curadoria com identidade.

Serão 20 marcas autorais brasileiras ocupando o Conexa Spot em uma seleção que atravessa beachwear, activewear, beleza, acessórios e moda feminina, revelando uma geração criativa que já não busca aprovação, busca expressão.

A experiência ganha novos capítulos nesta edição. A Schutz apresenta uma ativação especial com peças da linha Schutzies, escolhidas pelas próprias Nomad’s em um movimento que aproxima ainda mais marca e comunidade. O espaço de second hand, um dos mais aguardados do evento, agora ganha nova energia sob comando de Gabs. E a gastronomia transforma a experiência em algo ainda mais sensorial com Casa Bauducco e a estreia paulistana da Tiz Cake, marca de Fortaleza que conquistou as redes sociais.

Foto divulgação

Mas talvez o maior símbolo do fenômeno NOMAD continue sendo sua icônica caixa de seeding. Antes mesmo do evento começar, ela já percorre feeds, vídeos e listas de desejo digitais, antecipando tendências e criando expectativa de forma orgânica, algo cada vez mais raro na era da superexposição.

No fim, a NOMAD parece ter entendido cedo aquilo que muitas marcas ainda tentam aprender: a nova geração não quer apenas assistir. Quer participar. Quer pertencer. Quer criar memória junto.

E talvez seja exatamente por isso que, em apenas um ano, a NOMAD tenha se tornado mais do que um evento. Tornou-se linguagem.

EVENTO

Nos dias 23 e 24 de maio, um encontro que traduz perfeitamente o espírito da nova geração criativa.

📍Conexa Spot : Rua Prof. José Benedito de Camargo, 148
⏰ Das 10h às 18h
@nomad.com.br

Cannes não é só sobre filmes. É sobre poder

Existe um momento específico em Cannes em que tudo muda. Não é exatamente quando as luzes do tapete vermelho acendem. Nem quando o primeiro flash explode diante do Palais des Festivals. É antes. Talvez no instante em que um vestido deixa silenciosamente o ateliê de uma maison parisiense dentro de uma capa de seda. Ou quando um colar de alta-joalheria cruza a Riviera escoltado como uma obra de arte.

Porque Cannes nunca foi apenas sobre cinema. E talvez nunca tenha pretendido ser.

Na 79ª edição do Festival de Cannes, em 2026, o que acontece diante das câmeras é apenas a superfície de um ecossistema bilionário onde imagem, desejo e poder cultural se encontram com precisão quase coreografada. O festival se consolidou como o maior palco de construção simbólica do mercado de luxo contemporâneo. Um lugar onde moda, alta-costura, joalheria e branding disputam atenção global quadro a quadro.

E eu não pude deixar de me perguntar: hoje, quem realmente estrela Cannes? Os filmes… ou as marcas?

Foto: Hande Gallery

O tapete vermelho como território de influência

Durante décadas, Hollywood construiu estrelas. Cannes transformou essas estrelas em patrimônio visual do luxo.

A cada aparição, existe uma operação silenciosa em andamento. Vestidos exclusivos desenvolvidos por maisons históricas. Arquivos resgatados especialmente para uma atriz. Diamantes escolhidos para conversar com a iluminação da escadaria. Nenhum detalhe é acidental.

Mais do que vestir celebridades, as grandes marcas compram associação emocional. Compram permanência. Compram desejo.

Não é coincidência que maisons como Louis Vuitton ocupem hoje um espaço quase cinematográfico dentro do próprio festival. Em Cannes, a moda deixou de acompanhar o espetáculo. Ela se tornou o espetáculo.

E talvez seja exatamente por isso que os momentos mais comentados do festival nem sempre venham das estreias, mas dos looks. Um vestido transparente estrategicamente polêmico. Uma silhueta que domina as timelines em segundos. Uma joia rara transformada em assunto global antes mesmo da première terminar.

O tapete vermelho virou mídia instantânea. E no mercado de luxo, atenção vale ouro.

A Riviera Francesa como vitrine de branding global

Existe algo particularmente fascinante sobre Cannes: tudo parece exclusivo, mesmo quando está sendo assistido pelo mundo inteiro.

As festas privadas nos hotéis da Croisette. Os iates ancorados como extensões naturais das marcas. Os rooftops transformados em experiências imersivas para convidados seletos. Em Cannes, o luxo não é comunicado de forma explícita, ele é encenado.

Foto reprodução Instagram handemiyy

E essa talvez seja a estratégia mais sofisticada do festival: transformar branding em atmosfera.

Enquanto o cinema entrega narrativa, o luxo entrega inspiração. Juntos, eles produzem um dos ativos mais valiosos da contemporaneidade: relevância cultural.

O verdadeiro negócio acontece longe das câmeras

Mas Cannes também guarda outro roteiro, menos fotografado, infinitamente mais estratégico.

Paralelamente ao glamour da Riviera, acontece o Marché du Film, considerado um dos mercados cinematográficos mais importantes do mundo. É ali, entre reuniões privadas, negociações internacionais e contratos milionários, que Cannes revela sua face mais poderosa: a de máquina econômica global.

O mercado movimenta cifras que podem ultrapassar um bilhão de euros e transforma o festival em um ecossistema de negócios de altíssimo nível. Distribuidores, plataformas, investidores, marcas e produtores compartilham o mesmo espaço onde, horas antes, celebridades cruzavam o red carpet.

Talvez o luxo contemporâneo funcione exatamente assim: menos sobre ostentação e mais sobre acesso.

Acesso às salas certas. Às conexões certas. À narrativa certa.

O novo luxo fala sobre identidade

E enquanto Cannes continua reverenciando a tradição da alta-costura europeia, um novo discurso começa a ganhar espaço nos bastidores do festival.

O futuro do luxo já não parece exclusivamente silencioso, clássico ou distante. Ele surge mais plural, mais conectado à identidade, à cultura e ao território. Um luxo que entende herança, mas também entende representação.

Existe um movimento evidente em direção a narrativas, talentos globais e novas linguagens visuais que expandem a ideia do que significa sofisticação em 2026.

Porque talvez o verdadeiro status hoje não esteja apenas em possuir algo raro. Mas em possuir repertório.

E Cannes entendeu isso antes de todo mundo.