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Elegância em Paris: O sim de Elisa e Alexandre, o evento da temporada

Foto créditos Lufz

6 de junho de 2026

Caro e estimado leitor,

Ah, Paris…

A cidade onde promessas parecem mais eternas, onde cada esquina poderia servir de cenário para uma história de amor escrita pelos mais românticos autores. E, como não poderia deixar de ser, foi justamente ali que a encantadora Elisa Zarzur e o distinto Alexandre Negrão escolheram celebrar o capítulo mais aguardado de sua própria história.

Mas não se deixe enganar pela aparente simplicidade da data.

O dia 6 de junho de 2026 não foi escolhido ao acaso. Longe disso. Para aqueles atentos aos detalhes e esta autora certamente se inclui entre eles, a data carrega significados dignos de nota. Marca exatamente dez anos desde a inesquecível festa de debutante de Elisa, além de assinalar o aniversário da oficialização de seu relacionamento com Alexandre.

“Sou muito ligada à astrologia, e a data tem uma numerologia muito forte. O número seis representa a família”, revelou a noiva à Vogue. E como os entusiastas dos astros bem sabem, o tão comentado portal 6/6 possui um simbolismo especial, associado ao amor, à harmonia e aos laços duradouros.

Conveniente? Talvez. Romântico? Indiscutivelmente.

Entretanto, meus caros, antes de chegarmos ao momento em que Paris parou para assistir a um dos casamentos mais comentados do ano e antes de analisarmos o vestido que fez o universo da moda prender a respiração, devemos retornar algumas páginas desta história.

Pois toda grande celebração possui seus bastidores. E nós vamos mergulhar nos bastidores dos contos de fadas, com curadoria de moda de ninguém menos que Rita Lazzarotti.

25 de abril, São Paulo – Brasil

O vestido para o chá bar Ilya Migmoon teve seu corset estruturado, drapeados precisos e plumas sutis, equilibra romantismo e arquitetura com rara leveza. Há uma sensualidade refinada na silhueta, mas também algo etéreo, quase celestial. Um vestido que não apenas veste uma noiva, mas constrói uma narrativa. Porque os grandes looks de bridal sempre fazem isso: transformam sonho em forma.

Foto reprodução Instagram @elisazarzur

10 de maio, São Paulo – Brasil

Para o casamento civil, Elisa escolheu o elegante La Rouge Belle como cenário para as comemorações que antecederam a cerimônia. Em perfeita sintonia com a estética quiet luxury, surgiu usando um refinado tailleur branco de saia da Chanel, combinado a um delicado chapéu adornado por flores e babados, scarpins rendados e joias da Tiffany & Co., maison da qual é embaixadora.

O resultado foi um visual que parecia transcender o tempo: uma mistura impecável de herdeira da aristocracia europeia com protagonista de um clássico filme francês. Sofisticado sem esforço, romântico sem excessos e, acima de tudo, absolutamente inesquecível.

Foto reprodução Instagram @elisazarzur
Foto reprodução Instagram @elisazarzur

3 de junho, Paris

Para um jantar intimista que reuniu familiares e amigos mais próximos, Elisa voltou a demonstrar sua predileção por peças carregadas de história e significado. A noiva surgiu deslumbrante em um vestido Christian Dior vintage, uma escolha que refletia perfeitamente sua apreciação pela alta-costura atemporal.

Foto reprodução X

4 de junho – Paris

Para o destination wedding, Elisa preparou uma programação especial para receber seus convidados em Paris, com celebrações que tiveram início já na quinta-feira. Para a ocasião, escolheu uma impressionante criação de alta-costura de Jean Paul Gaultier by Ludovic de Saint Sernin, apresentada no desfile da coleção Verão 2025 da maison.

A peça, marcada por sua sensualidade sofisticada e pelo trabalho artesanal característico da alta-costura parisiense, refletia perfeitamente o espírito da celebração: moderna, elegante e absolutamente inesquecível. Com a escolha, Elisa não apenas homenageou uma das maisons mais icônicas da moda francesa, como também reafirmou sua posição como uma das noivas mais observadas do cenário fashion contemporâneo.

Foto reprodução Instagram

6 de junho, Paris

E então o sim aconteceu na icônica Igreja de La Madeleine com Elisa usando uma criação exclusiva da Dior que levou oito meses para ganhar forma. Foram mais de 640 horas de trabalho artesanal, cinco viagens à capital francesa e uma busca que passou pelas maiores maisons do mundo até culminar em um encontro que, segundo a própria noiva, foi imediato: “Foi o vestido que eu não sabia que estava procurando.”

E talvez seja exatamente isso que diferencia a alta-costura do luxo convencional. Não se trata apenas de vestir uma mulher, mas de traduzir um momento irrepetível.

Inspirado nas curvas encontradas na natureza, o modelo revela a assinatura poética da Dior em cada detalhe: renda Chantilly francesa tecida à mão, cristais bordados, volumes que lembram pétalas em movimento e uma construção arquitetônica que parece flutuar ao redor do corpo. Nas costas, uma abertura dramática revela delicados painéis de renda, enquanto a saia em cetim duchese de seda desliza com a mesma elegância das grandes histórias de amor.

Há ainda um detalhe capaz de emocionar até os mais céticos: a peça marca o último trabalho assinado pela costureira mais antiga ainda em atividade no atelier da Dior, um adeus silencioso costurado entre pontos, rendas e memórias.

Como em todo grande romance parisiense, os acessórios também tiveram seu papel. A maison coordenou véu, sapatos e buquê, enquanto diamantes Tiffany & Co completaram a narrativa.

Foto reprodução vogue noiva

Conto de fadas

Mas os contos de fadas raramente terminam no momento em que os noivos dizem “sim”.

Na verdade, é justamente ali que eles começam.

Quando as portas da Madeleine se abriram e os recém-casados surgiram sob o céu parisiense, foram recebidos não apenas pelos aplausos de familiares e amigos, mas pela admiração coletiva de todos aqueles que acompanharam cada capítulo desta história. Havia algo de cinematográfico naquela cena como se Paris, por algumas horas, tivesse decidido interpretar a si mesma.

E que cenário poderia ser mais apropriado?

A cidade que inspirou artistas, escritores e apaixonados ao longo dos séculos, agora servia de palco para uma nova história de amor. Uma história construída entre encontros, escolhas, viagens e a delicada certeza de que algumas pessoas estão destinadas a encontrar umas às outras.

Enquanto a noite caía sobre a capital francesa e as luzes da cidade começavam a refletir nas margens do Sena, os convidados seguiram para uma celebração que combinava a grandiosidade de um casamento real com a intimidade de uma reunião entre amigos.

Flores, velas, música e conversas que se estenderam madrugada adentro compunham o cenário perfeito para uma ocasião que jamais pretendeu ser apenas um evento social. Era uma celebração de família, de amor e de permanência.

E talvez seja por isso que este casamento tenha encantado tantas pessoas.

Não apenas pelos vestidos, pelas joias ou pelo cenário extraordinário.

Mas porque, em uma época tão acelerada, Elisa e Alexandre nos ofereceram algo raro: a oportunidade de acreditar, ainda que por um instante, no romantismo dos grandes amores.

E convenhamos, querido leitor…

Às vezes, todos nós precisamos de um pouco de magia.

Foto reprodução Instagram

Entre desejo, comunidade e moda autoral: NOMAD celebra seu primeiro ano

Há eventos que acontecem. E há eventos que criam atmosfera.

A NOMAD pertence à segunda categoria.

Em um mercado saturado por experiências que parecem feitas para durar apenas um story, a plataforma fundada por Marta Veloso, Lorena Bauducco e Yasmin França construiu algo mais raro: permanência. Um espaço onde moda, comunidade e comportamento coexistem de maneira quase intuitiva.

Foto divulgação

Agora, em sua quarta edição, a NOMAD celebra um ano de existência reunindo aquilo que se tornou sua assinatura mais valiosa: curadoria com identidade.

Serão 20 marcas autorais brasileiras ocupando o Conexa Spot em uma seleção que atravessa beachwear, activewear, beleza, acessórios e moda feminina, revelando uma geração criativa que já não busca aprovação, busca expressão.

A experiência ganha novos capítulos nesta edição. A Schutz apresenta uma ativação especial com peças da linha Schutzies, escolhidas pelas próprias Nomad’s em um movimento que aproxima ainda mais marca e comunidade. O espaço de second hand, um dos mais aguardados do evento, agora ganha nova energia sob comando de Gabs. E a gastronomia transforma a experiência em algo ainda mais sensorial com Casa Bauducco e a estreia paulistana da Tiz Cake, marca de Fortaleza que conquistou as redes sociais.

Foto divulgação

Mas talvez o maior símbolo do fenômeno NOMAD continue sendo sua icônica caixa de seeding. Antes mesmo do evento começar, ela já percorre feeds, vídeos e listas de desejo digitais, antecipando tendências e criando expectativa de forma orgânica, algo cada vez mais raro na era da superexposição.

No fim, a NOMAD parece ter entendido cedo aquilo que muitas marcas ainda tentam aprender: a nova geração não quer apenas assistir. Quer participar. Quer pertencer. Quer criar memória junto.

E talvez seja exatamente por isso que, em apenas um ano, a NOMAD tenha se tornado mais do que um evento. Tornou-se linguagem.

EVENTO

Nos dias 23 e 24 de maio, um encontro que traduz perfeitamente o espírito da nova geração criativa.

📍Conexa Spot : Rua Prof. José Benedito de Camargo, 148
⏰ Das 10h às 18h
@nomad.com.br

Cannes não é só sobre filmes. É sobre poder

Existe um momento específico em Cannes em que tudo muda. Não é exatamente quando as luzes do tapete vermelho acendem. Nem quando o primeiro flash explode diante do Palais des Festivals. É antes. Talvez no instante em que um vestido deixa silenciosamente o ateliê de uma maison parisiense dentro de uma capa de seda. Ou quando um colar de alta-joalheria cruza a Riviera escoltado como uma obra de arte.

Porque Cannes nunca foi apenas sobre cinema. E talvez nunca tenha pretendido ser.

Na 79ª edição do Festival de Cannes, em 2026, o que acontece diante das câmeras é apenas a superfície de um ecossistema bilionário onde imagem, desejo e poder cultural se encontram com precisão quase coreografada. O festival se consolidou como o maior palco de construção simbólica do mercado de luxo contemporâneo. Um lugar onde moda, alta-costura, joalheria e branding disputam atenção global quadro a quadro.

E eu não pude deixar de me perguntar: hoje, quem realmente estrela Cannes? Os filmes… ou as marcas?

Foto: Hande Gallery

O tapete vermelho como território de influência

Durante décadas, Hollywood construiu estrelas. Cannes transformou essas estrelas em patrimônio visual do luxo.

A cada aparição, existe uma operação silenciosa em andamento. Vestidos exclusivos desenvolvidos por maisons históricas. Arquivos resgatados especialmente para uma atriz. Diamantes escolhidos para conversar com a iluminação da escadaria. Nenhum detalhe é acidental.

Mais do que vestir celebridades, as grandes marcas compram associação emocional. Compram permanência. Compram desejo.

Não é coincidência que maisons como Louis Vuitton ocupem hoje um espaço quase cinematográfico dentro do próprio festival. Em Cannes, a moda deixou de acompanhar o espetáculo. Ela se tornou o espetáculo.

E talvez seja exatamente por isso que os momentos mais comentados do festival nem sempre venham das estreias, mas dos looks. Um vestido transparente estrategicamente polêmico. Uma silhueta que domina as timelines em segundos. Uma joia rara transformada em assunto global antes mesmo da première terminar.

O tapete vermelho virou mídia instantânea. E no mercado de luxo, atenção vale ouro.

A Riviera Francesa como vitrine de branding global

Existe algo particularmente fascinante sobre Cannes: tudo parece exclusivo, mesmo quando está sendo assistido pelo mundo inteiro.

As festas privadas nos hotéis da Croisette. Os iates ancorados como extensões naturais das marcas. Os rooftops transformados em experiências imersivas para convidados seletos. Em Cannes, o luxo não é comunicado de forma explícita, ele é encenado.

Foto reprodução Instagram handemiyy

E essa talvez seja a estratégia mais sofisticada do festival: transformar branding em atmosfera.

Enquanto o cinema entrega narrativa, o luxo entrega inspiração. Juntos, eles produzem um dos ativos mais valiosos da contemporaneidade: relevância cultural.

O verdadeiro negócio acontece longe das câmeras

Mas Cannes também guarda outro roteiro, menos fotografado, infinitamente mais estratégico.

Paralelamente ao glamour da Riviera, acontece o Marché du Film, considerado um dos mercados cinematográficos mais importantes do mundo. É ali, entre reuniões privadas, negociações internacionais e contratos milionários, que Cannes revela sua face mais poderosa: a de máquina econômica global.

O mercado movimenta cifras que podem ultrapassar um bilhão de euros e transforma o festival em um ecossistema de negócios de altíssimo nível. Distribuidores, plataformas, investidores, marcas e produtores compartilham o mesmo espaço onde, horas antes, celebridades cruzavam o red carpet.

Talvez o luxo contemporâneo funcione exatamente assim: menos sobre ostentação e mais sobre acesso.

Acesso às salas certas. Às conexões certas. À narrativa certa.

O novo luxo fala sobre identidade

E enquanto Cannes continua reverenciando a tradição da alta-costura europeia, um novo discurso começa a ganhar espaço nos bastidores do festival.

O futuro do luxo já não parece exclusivamente silencioso, clássico ou distante. Ele surge mais plural, mais conectado à identidade, à cultura e ao território. Um luxo que entende herança, mas também entende representação.

Existe um movimento evidente em direção a narrativas, talentos globais e novas linguagens visuais que expandem a ideia do que significa sofisticação em 2026.

Porque talvez o verdadeiro status hoje não esteja apenas em possuir algo raro. Mas em possuir repertório.

E Cannes entendeu isso antes de todo mundo.

Nádia Fares x La Sirene traduz o fascínio do verão em uma coleção-desejo

Confesso: poucas coisas me encantam mais do que uma collab bem construída. Existe algo quase cinematográfico em assistir dois universos se encontrarem. Como um romance entre estética, identidade e desejo. E foi exatamente isso que senti ao descobrir a nova colaboração entre Nádia Fares x La Sirene.

Minha primeira reação? Imaginar as peças. Porque, antes mesmo de vê-las, eu já sabia que carregariam personalidade, feminilidade e aquele toque irresistível de sofisticação que faz a moda deixar de ser apenas roupa para virar narrativa.

Foto reprodução Instagram @nadiafares1

Afinal, Nádia é assumidamente apaixonada pelo verão europeu e quem também é sabe exatamente o fascínio dos looks impecáveis que encontramos nos beach clubs espalhados pelo mundo. Existe uma estética quase impossível de ignorar: leve e naturalmente elegante. E talvez seja justamente essa atmosfera que torne essa collab tão desejável.

A collab nasce como aquelas mulheres que entram em um ambiente e silenciosamente roubam a atenção: delicada, marcante e impossível de ignorar. Nádia Fares e La Sirene entenderam algo que a moda de luxo conhece muito bem: peças não servem apenas para vestir corpos, elas vestem versões de nós mesmas.

E talvez seja exatamente por isso que eu tenha ficado tão encantada. Porque algumas collabs entregam tendência. Outras entregam desejo. E as melhores… fazem as duas coisas ao mesmo tempo.

Lançada poucos dias antes do Dia das Mães, a coleção se torna ainda mais simbólica ao trazer Nádia fotografada ao lado das filhas, Kamile e Karoline.

As peças:

Na coleção, encontramos vestidos, capas, biquínis, shorts e bodys que traduzem perfeitamente essa estética sofisticada que tanto amamos. E sabe o melhor ou talvez o mais perigoso para quem ama moda? Algumas peças já aparecem esgotadas no site, provando que certas collabs simplesmente nascem para se tornar desejo imediato.

A coleção entrega exatamente aquilo que promete: peças que parecem ter saído diretamente de um verão europeu la chanel.

Por isso, reunimos aqui nossa curadoria das peças-desejo dessa coleção impecável. Aquelas que fazem qualquer amante de moda querer reservar a próxima viagem apenas para ter onde usá-las.

Foto reprodução site La Sirene

As peças já estão disponíveis no site bikinilasirene.com.br embora algumas delas tenham desaparecido quase tão rápido quanto convites para um verão em Saint-Tropez. O que, sinceramente, não chega a ser uma surpresa.

Existem coleções que apenas acompanham tendências. E existem aquelas que despertam desejo no instante em que aparecem na tela. Nádia Fares x La Sirene pertence exatamente à segunda categoria: feita para mulheres que entendem que moda também é sobre atmosfera, memória e sensação.

Daquelas peças que você compra já imaginando o destino, o pôr do sol, a música ao fundo e, claro, as fotos impecáveis que inevitavelmente vão parar no Instagram.

Nádia Fares recebe Tiziana Terenzi em encontro intimista

Na mesma semana do lançamento de sua nova collab, Nádia abriu as portas de sua casa para receber a perfumista e diretora criativa italiana Tiziana Terenzi. Em um brunch intimista, cercado por uma mesa impecavelmente posta e uma atmosfera delicadamente sofisticada, as convidadas mergulharam no universo da perfumaria autoral.

Durante o encontro, Tiziana compartilhou detalhes sobre sua trajetória, o processo criativo por trás das fragrâncias e a essência da maison que carrega seu nome, uma marca que transformou o perfume em verdadeira experiência sensorial.

Entre aromas envolventes e conversas inspiradoras, o encontro celebrou aquilo que o luxo tem de mais precioso: a arte de criar memórias através dos sentidos.

Foto reprodução Instagram @nadiafares1
Foto reprodução Instagram @nadiafares1
Foto reprodução Instagram @nadiafares1

Andressa Suita e o novo código do luxo rural

Existe um momento quase como aquele primeiro gole de vinho em um jantar inesperadamente perfeito em que a gente percebe que o luxo mudou de endereço. E, curiosamente, ele trocou os arranha-céus pelo som de cascos no chão de terra.

Na nossa série Campo Privé, onde já falamos desse Brasil que transforma tradição em linguagem de Gusttavo Lima a Jon Vlogs talvez estivesse faltando olhar com mais atenção para quem traduz isso com uma precisão quase silenciosa. Porque enquanto muitos performam o campo, algumas mulheres simplesmente… pertencem a ele.

E é aqui que entra Andressa Suita.

Pois existe um tipo de mulher que não precisa anunciar para onde está indo, porque o caminho já se revela nela.

O luxo que não pede licença

Se a cidade exige esforço, o campo exige verdade. Talvez por isso o estilo de Andressa Suita não soe construído, soa vivido.

Entre chapéus perfeitamente posicionados, franjas que parecem ter ritmo próprio e botas que dispensam explicações, emerge uma estética que não grita tendência, mas inevitavelmente se torna uma. É uma elegância que não depende de logotipos, porque carrega algo mais raro: identidade.

E, convenhamos, em tempos de excesso, isso é o verdadeiro luxo.

Há um cálculo ali, mas ele se dissolve em naturalidade. A forma como ela constrói sua imagem é, ao mesmo tempo, precisa e orgânica.

Não se trata de se vestir para o campo. Trata-se de pertencer a ele.

E talvez seja exatamente por isso que tudo funcione: não há esforço visível, há repertório.

Foto reprodução Instagram @andressasuita
Foto reprodução Instagram @andressasuita

Entre o editorial e o cotidiano

O mais interessante? Andressa transita entre o editorial e o cotidiano como quem não vê diferença entre os dois.

Montada em um cavalo ou apoiada na janela de um carro antigo ao pôr do sol, ela constrói imagens que poderiam facilmente estar em uma campanha de moda, mas que nascem de um lugar muito mais íntimo. E talvez seja exatamente isso que torna tudo tão magnético.

Porque não é sobre fantasia. É sobre narrativa.

Foto reprodução Instagram @andressasuita
Foto reprodução Instagram @andressasuita

E no fim, a pergunta que fica…

Quando foi que o campo deixou de ser apenas cenário e passou a ser inspiração?

Talvez a resposta esteja nessa nova geração que não quer apenas consumir estética, mas viver experiências. Ou talvez esteja em mulheres como Andressa Suita, que transformam tradição em linguagem visual sem precisar anunciar isso.

No fim das contas, enquanto a cidade ainda tenta definir o que é luxo…
o campo simplesmente continua sendo.