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Como escolher sua calcinha: unindo conforto, saúde e a expressão da sua feminilidade

A lingerie que usamos no dia a dia tem um papel muito maior do que imaginamos.

Foto reprodução Instagram @valisere

Por: Dra Nárcia Vilaça da tria de rosa — Ginecologista e Obstreta

A calcinha aquela nossa amiga íntima, pode influenciar diretamente o conforto, a saúde íntima e até a forma como nos percebemos. O tecido, o corte e até a cor revelam escolhas que dialogam com nosso corpo, nosso humor e nossa sexualidade. Com tantos modelos disponíveis, fica difícil escolher e eu vou te dar algumas orientações para ajudá-la.


Tecidos:


Algodão:

O algodão segue como o tecido número um quando o assunto é saúde íntima. Por ser natural e permitir a ventilação adequada, ele ajuda a manter o pH equilibrado, reduz a umidade e impede a proliferação de fungos. É a melhor opção para quem tem pele sensível, histórico de irritações ou está na menopausa, quando a região fica mais sensível. O algodão funciona como um “respiro” diário para a vulva e deve ser a base do guarda-roupa íntimo.


Sintéticos: Microfibra, poliéster, poliamida, elastano, etc São tecidos sintéticos, leves, macios, de secagem rápida e com ótimo caimento. Confortáveis, mas pouco respiráveis.


Renda e tule: podem ser poliamida, poliéster ou misturas. A renda é a escolha de quem quer despertar o lado mais erótico, elegante e confiante. Ela tem uma linguagem própria: não é sobre ser vista, mas sobre como você se sente dentro dela. O forro sempre deve ser de algodão para evitar irritações.


Modal e viscose: Feitas a partir de fibra de celulose, derivada da madeira. Frescas, leves e macias. Melhora o conforto em dias quentes, mas perdem qualidade com o tempo.


Tecido tecnológico para calcinhas menstruais. Combinação de camadas absorventes, fibras antimicrobianas e materiais impermeáveis respiráveis. Foram desenvolvidos para conter fluxo e evitar odores.


Modelos


Tradicional (ou básica) : Cintura média, cobertura moderada no bumbum e muito confortável.
É o modelo mais versátil para o dia a dia.

Biquini Cintura levemente mais baixa, laterais finas e cobertura posterior média. Equilibra conforto e sensualidade.

Tanga Laterais: ainda mais estreitas que o biquíni e caimento leve. Uma das preferidas por quem busca menor marcação.

Fio Dental Mínima: cobertura na parte de trás, deixando o bumbum à mostra.
Associada à sensualidade: ideal para uso ocasional. Pequeno, minimalista e sedutor, o fio dental tem seu lugar, mas não deve ser o protagonista do dia a dia. O formato mais estreito e o atrito contínuo podem favorecer a migração de bactérias da região anal para a vaginal, aumentando o risco de infecções. Use em momentos pontuais, especialmente quando quiser se sentir mais ousada, mas dê pausas entre um uso e outro.

Sem costura (Seamless): Feita em tecidos ultrafinos sem costuras laterais.
Ideal para roupas justas, pois não marca As peças seamless ganharam espaço entre as mulheres que buscam discrição e leveza. São ótimas para vestidos, calças justas e eventos em que nada pode marcar.

Caleçon: Cobre mais o quadril e parte do bumbum, com laterais largas.
Modelo confortável, elegante e muito apreciado por mulheres maduras.

Hot Pants (ou cintura alta): Cintura mais alta, recorte vintage e cobertura ampla.
Modela o abdômen e oferece excelente sustentação.

Boyshort (ou shortinho): Inspirada no short, tem laterais largas e maior cobertura.
Ótima para quem prioriza conforto total.

Boxer feminino: Parecida com o boyshort, porém com caimento ainda mais retinho e confortável.
Boa para dormir ou usar sob roupas mais folgadas.

String Laterais finíssimas (às vezes apenas elásticos), com parte frontal pequena.
É uma versão mais delicada e sensual da tanga.

Modeladora Feita com tecidos firmes, ajuda a dar sustentação ao abdômen, modela cintura e quadris.
Ideal para vestidos e roupas ajustadas.

Calcinha Menstrual: Possui camadas absorventes e propriedades antimicrobianas.
Substitui absorventes em dias de fluxo leve a moderado. As calcinhas menstruais transformaram o cuidado durante o ciclo. Com camadas absorventes que controlam odor e umidade, oferecem segurança, economia e sustentabilidade.

Foto reprodução pantys

Pós-parto: O corpo no pós-parto merece cuidado dobrado. Nesse período, a melhor companheira é a calcinha de algodão com laterais largas, com cintura mais alta, estrutura firme e muito conforto. Elas evitam atrito, acolhem a região e acompanham a recuperação com delicadeza.

Sem elástico (conforto extremo): Feita em microfibra suave com laser cut, sem elásticos nas coxas ou cintura. Boa para evitar marcas e irritações.


A psicologia das cores: o que sua lingerie diz sobre você.


Você já reparou que seu estado de humor determina a escolha da cor de sua calcinha? E essa escolha também influencia o nosso estado emocional e até a energia sexual? Estudos sobre percepção visual mostram que tonalidades específicas ativam sensações diferentes.
Branco: sensação de leveza, pureza e atenção ao autocuidado.
Preto: poder, mistério e sedução.
Vermelho: desejo, vitalidade e intensidade.
Rosa: romance, acolhimento e suavidade.
Nude/Bege: praticidade e discrição, ótima para o cotidiano.
Coloridas: alegria, criatividade e expressão pessoal.

Foto reprodução lojas Renner


Usar uma cor que combina com o seu momento ou com o que você deseja despertar pode ser um gesto simples, mas poderoso.


Então, sua calcinha é sobre você!


O bem-estar íntimo começa nas pequenas decisões: no tecido que toca a pele, na cor que desperta emoções, no modelo que traduz seu humor. E essa escolha, todos os dias, pode ajudá-la a ativar sua autoestima!

Permita-se!

INSTRUÇÕES ANTES DE VISITAR A TERRA

Um guia para quando você quer desistir

Por: Dra Kátia Pegos – Psiquiatra e especialista em saúde mental da Tríade Rosa

Há um poema que circula nas redes, compartilhado por mulheres em madrugadas de insônia, salvo em pastas secretas do celular, lido com lágrimas nos olhos. É um poema cósmico disfarçado de manual de instruções: “Instructions Before Visiting the Earth”, de James Mc Crane.


Quando o li pela primeira vez, não como psiquiatra, mas como mulher, senti aquele arrepio que só a verdade provoca. Pois o poema não nega o sofrimento; ele o recontextualiza. E há uma diferença abismal entre essas duas coisas.


Hoje, quero conversar com você sobre essas instruções, não como abstrações filosóficas, mas como boias de salvação para quando você estiver se afogando. Elas oferecem um mapa para navegar pela complexidade da existência, lembrando-nos de que a dor é parte da jornada, mas não o seu destino final.

1. “NÃO ENTRE EM PÂNICO”

Ou: O que fazer quando você acorda e não reconhece sua própria vida.

Ontem, recebi no consultório uma mulher que começou a sessão assim: “Dra., acordei e pensei: como cheguei aqui? Como isso é minha vida?”. Ela tinha 34 anos, casamento de 12 anos, dois filhos, uma carreira que construiu com suor. Naquele momento, tudo parecia irreal, estranho, como se estivesse vivendo a vida de outra pessoa. Isso é desrealização, e é muito mais comum do que você imagina.

Mc Crane nos diz: “não entre em pânico. Sua condição é temporária”.A psiquiatria acrescenta: esse pânico que você sente é informação, não sentença. É seu sistema nervoso dizendo “algo mudou”. E ele está certo. A vida é mudança constante, e às vezes nosso corpo e mente levam tempo para acompanhar. Quando você nomeia o pânico, quando você diz “estou em pânico, e isso é normal, e isso é temporário”, você já começou a se acalmar. Pois o pânico alimenta-se do silêncio, da negação e da vergonha de estar com medo.

A instrução prática aqui: Na próxima vez que sentir aquele frio na espinha, aquela sensação de estar à deriva, faça isto:

Nomeie em voz alta: “Estou com medo. Estou desorientada. E isso é aceitável.”

Coloque uma mão no coração. Sinta seu próprio batimento

Respire: 4 tempos para dentro, 6 para fora. (Seu sistema nervoso parasimpático agradece.)

2. “VOCÊ FOI SELECIONADA”

Ou: Por que seu sofrimento não é punição, é oportunidade.

Há uma mulher que conheço, vou chamá-la de Marina, que aos 40 anos perdeu seu emprego, seu casamento desmoronou, e ela ficou sozinha com uma filha de 8 anos e uma dívida que parecia montanhas. No primeiro encontro, ela me disse: “Dra., o que fiz de errado? Por que Deus está me punindo assim?”. E eu respondi: “Marina, você não está sendo punida. Você está sendo testada. E há uma diferença crucia.”Mc Crane nos diz: você foi selecionada para esta encarnação humana. Não por acaso. Não como castigo. Como oportunidade.

Isso não significa que o sofrimento é bom, mas que é significativo. Significa que você tem a capacidade de transformá-lo em sabedoria, compaixão e uma força que você nem sabia que possuía.Marina, três anos depois, criou um projeto de ajuda para mulheres em situação de vulnerabilidade.

A queda não foi o ponto final, foi o ponto de virada.A instrução prática aqui:

Escreva isto num papel e cole no espelho: “Meu sofrimento não é acaso. Há algo que eu preciso aprender aqui. Qual é?”Não espere a resposta vir pronta. Ela virá em fragmentos, numa conversa, num livro, num momento de quietude.

3. “SUA ALMA PERMANECE SEGURA”

Ou: O refúgio que existe dentro de você, mesmo quando tudo desmorona.Recebi certa vez uma ligação de madrugada. Uma mulher que havia tentado se matar. Estava no hospital, medicada, mas consciente. “Dra., eu não quero estar aqui”, ela sussurrou. “Eu sei”, respondi. “Mas você está aqui. E isso importa.” 

Mc Crane diz algo revolucionário: não importa o que aconteça ao seu corpo, ao seu ego, à sua vida, sua alma permanece intacta. Perfeitamente segura.Em termos psiquiátricos, isso significa: você não é seus pensamentos suicidas. Você não é sua depressão. Você não é sua ansiedade. Você é o observador desses fenômenos. Você é aquela parte que consegue dizer “estou tendo um pensamento de morte”, o que significa que há uma parte de você que não é esse pensamento. Essa mulher da madrugada, vou chamá-la de Sofia, levou meses para entender isso. Mas quando entendeu, ela começou a falar de seus pensamentos como se fossem visitantes indesejados, não como verdades imutáveis. “Meu pensamento suicida chegou de novo”, ela dizia. Não “eu sou suicida”. Essa pequena mudança linguística é terapêutica e libertadora.

A instrução prática aqui, quando um pensamento terrível chegar, diga: “Este é um pensamento que minha mente está tendo. Não é verdade. Não é permanente.

Procure aquela parte de você que observa o pensamento. Ela existe. Sempre existiu. Se os pensamentos forem muito escuros, procure ajuda profissional. Sua alma está segura, mas seu corpo precisa de cuidados.

4. “NADA É PERMANENTE”

Ou: O alívio paradoxal de saber que tudo passa.

Uma das minhas pacientes,Beatriz, passou por um luto devastador. Perdeu seu filho de 19 anos. Meses depois, em sessão, ela me disse algo que a surpreendeu: “Dra., a dor não diminuiu. Mas mudou. Alguns dias é aguda. Outros dias é uma tristeza morna. Nunca desaparece, mas… muda.”

Isso é a verdade do poema: nada é permanente. Nem a alegria. Nem o sofrimento.Quando você está em desespero, parece que aquilo é eterno. Que você vai carregar aquele peso para sempre. Mas a psiquiatria e a neurobiologia nos dizem: o cérebro é plástico. As sinapses mudam. Os neurotransmissores se reequilibram. O corpo cicatriza. Não significa que você esquecerá, mas que aprenderá a carregar. E há algo profundamente consolador nisso: se a dor não é permanente, então você não precisa ter medo dela. Porque ela vai passar.

A instrução prática aqui: Quando estiver em sofrimento agudo, diga: “Isto é temporário. Meu cérebro está em crise, mas ele se recupera. Já se recuperou antes”.

Crie um kit de crise: fotos de momentos felizes, uma música que te acalma, o número de alguém que você confia. Quando tudo parece permanente, use seu kit para lembrar que não é.

5. “APEGUE-SE LEVEMENTE”

Ou: Como amar sem ser destruída pela perda.Há um mito que as mulheres crescem acreditando: que amar significa entregar-se completamente. Que a verdadeira devoção é a morte em vida ao lado de alguém. Isso é uma mentira que destrói vidas. 

Recebi uma mulher, Juliana, que havia perdido sua identidade dentro de um casamento. Ela não sabia mais o que gostava, o que queria, quem era. Havia se diluído completamente no outro. Quando o casamento terminou, ela não apenas perdeu um parceiro; perdeu a si mesma.

Mc Crane nos diz:”Apegue-se levemente, até a si mesma”. Isso é revolucionário. Porque significa: você pode amar profundamente e ainda ser você. Você pode estar em um relacionamento e ainda ter amigos, hobbies, sonhos, uma vida interior que é só sua. Significa que você não é propriedade de ninguém. Nem de um homem. Nem de seus filhos. Nem de sua carreira. Nem sequer de si mesma. Você é um ser em movimento. E o movimento requer espaço.

A instrução prática aqui: Identifique uma coisa que você abandonou por estar apegada a alguém ou a algo. Uma amiga. Um hobby. Um sonho.Comece pequeno . Uma ligação. Uma aula. Uma tarde só sua.

Observe como você se sente quando recupera um pedaço de si mesma. Porque é isso que é desapego, não é frieza. É amor a si mesma.

6. “SER UMA BOA VISITANTE”

Ou: A responsabilidade de estar aqui.

Há uma tendência em mulheres que sofrem muito: elas se tornam invisíveis. Recuam. Ocupam o mínimo de espaço.

Pedem desculpas por existir. 

Mc Crane nos diz algo diferente: seja uma boa visitante. Ouça mais do que fala. Dê mais do que receba. Não faça bagunça. Mas aqui está a sutileza: ser uma boa visitante não significa ser invisível. Significa ser responsável.

Uma de minhas pacientes, Gabriela, estava tão focada em não “incomodar” ninguém que havia desaparecido. Ela tinha uma voz bonita, mas não cantava. Tinha ideias brilhantes, mas não as compartilhava. Tinha amor para dar, mas o guardava. Quando começamos a trabalhar isso em terapia, ela percebeu: a verdadeira responsabilidade não é desaparecer. É aparecer completamente e deixar que seu aparecimento transforme o espaço ao seu redor. Ser uma boa visitante significa: contribuir. Ser presente. Ouvir com atenção. Mas também significa: reclamar seu direito de estar aqui. De tomar espaço. De deixar marcas.

A instrução prática aqui: Esta semana, faça algo que você normalmente não faria por medo de “incomodar”: compartilhe uma ideia numa reunião. Convide alguém para conversar. Diga não a algo que não quer fazer.

Observe como você se sente quando deixa de desaparecer.

7. “VOLTE COM CICATRIZES E HISTÓRIAS”

Ou: Por que suas feridas são seus prêmios.

A última instrução é talvez a mais importante: você não vai sair viva daqui. E o tempo passa rápido. Então volte com cicatrizes e boas histórias para contar. 

Isso é um convite para viver plenamente. Não apesar do sofrimento, mas através dele. 

Recebi uma mulher, Raquel, aos 60 anos. Havia passado por um câncer, um divórcio, uma falência. Quando me contava essas histórias, seus olhos brilhavam.”Dra., eu não gostaria de ter passado por nada disso”, ela disse. “Mas agora que passei, não troco essas cicatrizes por nada. Elas me fazem quem eu sou.” Isso é maturidade psicológica. Não é resignação. É integração. Suas feridas não são fracassos. São evidências de que você lutou. De que você sobreviveu. De que você está aqui, ainda de pé. Elas são a prova de sua resiliência e a riqueza de sua jornada.

A instrução prática aqui: Reconheça suas cicatrizes como marcas de superação, não de falha. Compartilhe sua história quando se sentir pronta, pois ela pode ser a luz para outra pessoa.

Guia de Ação: Como Usar Isso Agora

A verdadeira mudança acontece na ação. Aqui está o que fazer:

Esta semana: Escolha uma instrução que mais ressoe com você agora. Pratique a ação prática associada a ela, todos os dias.Escreva o que você observa. Não precisa ser bonito. Apenas honesto.

Este Mês: Procure ajuda profissional se estiver em crise (psicólogo, psiquiatra, terapeuta). Não é fraqueza. É sabedoria.

Compartilhe este artigo com uma mulher que você sabe que está sofrendo.

Crie um ritual, pode ser ouvir o poema, ler este artigo, meditar, que te reconecte com essas instruções quando tudo ficar escuro.

Este Ano: 

Reconstrua sua vida com base no que aprendeu. Cicatrizes levam tempo para se formar.

Encontre sua comunidade, mulheres que entendem, que não julgam, que também estão aprendendo a viver.

Volte e conte sua história. Porque quando você compartilha sua cicatriz, você dá permissão para que outras mulheres compartilhem as delas.

“Você não está aqui por acaso. Você foi selecionada. Sua alma está segura, mesmo quando tudo parece desmoronar. E sim, você vai sofrer. Mas você também vai amar, rir, criar, transformar. “

Quando tudo ficar muito escuro, lembre-se: você é uma visitante nesta Terra. Você não precisa ser perfeita. Você só precisa estar aqui, completamente, com suas cicatrizes e suas histórias.

E quando chegar a hora de partir, que seja com o coração cheio, não de arrependimento, mas de gratidão por ter vivido.

 

Entre respirações e encontros: o novo endereço do desejo

Há alguns anos, encontrar alguém significava marcar um jantar. Luz baixa, taças alinhadas, conversas que se estendiam entre pratos e olhares. Era ali, entre o barulho dos talheres e o movimento calculado do serviço, que conexões aconteciam.

Hoje, curiosamente, o cenário mudou e talvez, silenciosamente, tenha se sofisticado.

Os novos encontros não começam com um brinde, mas com uma respiração profunda.

Eles acontecem em salas iluminadas por luz natural, com janelas abertas, aromas sutis no ar e uma trilha quase imperceptível ao fundo. Corpos alinhados em movimento, pés descalços, roupas que acompanham o gesto e não o limitam. Ninguém está ali para impressionar e, justamente por isso, tudo se torna mais interessante.

Os eventos de wellness deixaram de ser apenas sobre saúde. Eles se transformaram em um novo código social.

Foto reprodução Helios Pop Up event

A aula de yoga virou ponto de encontro. O pilates, um ritual compartilhado. O funcional ao ar livre, quase um manifesto coletivo sobre presença. E entre uma postura e outra, entre uma pausa e um alongamento, conversas nascem mais leves, mais honestas, quase despretensiosas.

Existe algo de profundamente contemporâneo nisso: a troca acontece enquanto cada um está, antes de tudo, conectado consigo mesmo.

E talvez seja esse o novo luxo.

Não mais o excesso, o ruído ou a performance social ensaiada, mas o espaço onde é possível simplesmente existir, respirar e, a partir disso, se conectar.

As roupas acompanham esse movimento. O activewear deixa de ser apenas funcional e passa a traduzir estilo, intenção e pertencimento. Tons neutros, tecidos que abraçam o corpo, cortes que equilibram estética e liberdade. Não se trata de estar pronto para o treino, mas para o que vem depois dele.

Porque sempre há um “depois”.

E, talvez por isso, sejam hoje os endereços mais desejados, não por quem quer ser visto, mas por quem entende que o verdadeiro luxo está em como se sente.

Um café compartilhado sem pressa. Uma conversa que se prolonga na calçada. Um convite que surge sem esforço. Um número de telefone trocado entre risos leves e pele ainda aquecida.

Os eventos de wellness, no fim, não são sobre o corpo.

São sobre encontros que começam de dentro para fora.