Mona Chouer e Ford: quando o campo ganha voz e as histórias ganham alma

Entre memórias de família, histórias inspiradoras e novas conexões, Mona Chouer e Ford nos lembram que o campo é muito mais do que um lugar. É um sentimento.

Dizem que algumas das melhores histórias começam com um café. Outras, com uma boa conversa. Mas, se tem uma coisa que aprendi ao longo da vida, é que as histórias realmente especiais começam muito antes de percebermos que estamos vivendo uma delas.

Que o campo vem conquistando cada vez mais espaço, protagonismo e atenção da mídia não é exatamente uma novidade. Mas, para mim, ele nunca precisou de holofotes para ocupar um lugar de destaque. Afinal, antes de se tornar pauta, tendência ou cenário de grandes projetos, o campo já fazia parte das minhas memórias mais bonitas.

Meus domingos, por exemplo, sempre tiveram um roteiro muito particular. Nada de despertadores barulhentos ou compromissos inadiáveis. O sinal de que o dia havia começado vinha do cheiro de café recém-passado, que atravessava a casa, invadia o quarto e anunciava, silenciosamente, que era hora de descer.

Eu e minha irmã seguíamos aquele perfume até a mesa, onde nossa família já estava reunida. Na televisão, o Globo Rural dava início a uma tradição que parecia imune à passagem do tempo. Depois vinha o Viver Sertanejo, com músicas que não eram apenas canções, mas verdadeiros capítulos da nossa história. Algumas nos faziam cantar. Outras nos faziam lembrar. E havia aquelas que, sem pedir licença, nos emocionavam.

Talvez seja isso que mais me encanta no campo: sua capacidade de nos fazer sentir pertencentes a alguma coisa. De transformar o simples em extraordinário. De nos lembrar que, por mais longe que a vida nos leve, existem lugares, cheiros e melodias que sempre saberão o caminho de volta para o nosso coração.

E foi justamente quando pensei que meus domingos já tinham todos os ingredientes necessários para serem perfeitos que a vida resolveu acrescentar mais um episódio a essa história.

O nome? Café com Mona.

Em uma nova fase, Mona Chouer, ao lado da Ford, nos presenteia com um projeto que reúne pessoas ligadas ao universo do campo, suas histórias, trajetórias e raízes. Um encontro entre conversas que inspiram, experiências que emocionam e aquilo que o campo tem de mais precioso: gente de verdade.

Mas, para contar por que esse projeto me toca de uma maneira tão particular, preciso voltar dois meses no tempo.

17 de agosto.

Recebi uma mensagem da Mona dizendo que gostaria de marcar uma conversa comigo.

Deveria ter desconfiado.

Afinal, 17 é o meu número da sorte. E, por alguma dessas coincidências que gosto de acreditar que não são tão coincidências assim, algumas das coisas mais lindas e inesperadas da minha vida parecem escolher justamente esse número para acontecer.

Dois dias depois, lá estávamos nós em uma chamada de vídeo.

De um lado, eu, sem imaginar exatamente o que estava prestes a ouvir. Do outro, Mona, com dois olhos castanhos que brilhavam de um jeito impossível de ignorar enquanto dividia comigo uma novidade: o Café com Mona estava de volta.

Mas não exatamente como antes.

Era uma nova fase. Um formato diferente. Um projeto maior, mais ambicioso, cheio de possibilidades. E, ainda assim, enquanto ela me contava cada detalhe, havia algo que permanecia absolutamente intacto: o acolhimento.

Porque existem pessoas que, mesmo através de uma tela, conseguem fazer a gente se sentir sentada à mesa da cozinha, com uma xícara de café entre as mãos e aquela sensação gostosa de estar em casa.

Mona é uma dessas pessoas.

Enquanto a ouvia falar, percebi que o brilho nos olhos dela dizia tanto quanto suas palavras. Não era apenas a empolgação de anunciar um novo projeto, mas o entusiasmo de quem estava prestes a dar vida a algo em que realmente acreditava.

E, naquele instante, entendi que o Café com Mona não seria apenas mais uma série de vídeos. Seria um lugar de encontro.

Um espaço para ouvir quem carrega o campo na própria história. Para descobrir o que existe por trás de trajetórias, conquistas, tradições e sonhos. Para lembrar que, antes dos grandes negócios, das máquinas, das propriedades, dos números que movimentam o agronegócio e das competições, existem pessoas. Famílias. Gerações. Afetos.

E talvez seja justamente aí que esteja a beleza dessa nova fase.

Em um mundo cada vez mais acelerado, no qual todo mundo parece ter alguma coisa para dizer, Mona e a Ford nos convidam a fazer algo que se tornou quase um luxo: sentar, tomar um café e escutar.

Porque o campo pode estar ganhando o mundo, conquistando novas telas e atravessando fronteiras, mas sua essência continua sendo a mesma que conheci ainda criança, à mesa de domingo da minha família.

Histórias que merecem ser contadas

Seis episódios. Seis convidados. Seis histórias que, embora sigam caminhos diferentes, compartilham algo em comum: a paixão pelo que fazem e a coragem de transformar sonhos em realidade.

A cada encontro, Mona nos convida a conhecer não apenas trajetórias de sucesso, mas as pessoas por trás delas. Suas inspirações, seus desafios e aquelas histórias que raramente aparecem diante das câmeras.

Na estreia, conhecemos Ana Carolina, uma das competidoras de três tambores mais respeitadas do Brasil. No segundo episódio, a conversa ganha velocidade com Rafaela Ferreira, jovem promessa do automobilismo brasileiro que compete na F1 Academy, categoria criada para desenvolver e impulsionar talentos femininos no esporte. Já no terceiro, somos convidados a conhecer o universo do Haras 3 Pinheiros e sua conexão com o campo.

E ainda existem outras três histórias esperando para serem contadas. Três novos encontros que prometem nos lembrar de que, às vezes, tudo o que precisamos para descobrir algo extraordinário é sentar, servir um café e ouvir.

Talvez seja por isso que esse projeto me toque tanto. Em um mundo onde todos parecem ter pressa para falar, Mona nos lembra da beleza de saber escutar. E, ao lado da Ford, transforma cada encontro em uma jornada que vai muito além dos caminhos percorridos.

Enquanto escrevo, volto àquela mensagem recebida no dia 17 de agosto e aos olhos castanhos de Mona brilhando enquanto me contava sobre um sonho que agora ganha vida.

E percebo que, no fundo, o Café com Mona carrega exatamente aquilo que sempre amei nos meus domingos: histórias, afeto e a sensação de pertencimento.

Porque, em um mundo tão preocupado em chegar cada vez mais longe, talvez o verdadeiro luxo seja encontrar algo que nos faça sentir em casa.

E, para mim, essa sensação sempre terá cheiro de café recém-passado.

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