Ouça enquanto lê:
Provavelmente esse texto é para você. Sim, você que chegou aqui sem aviso, mas ficou como quem reconhece algo que ainda não sabe explicar.
Porque existe uma intimidade silenciosa em ser atravessado por palavras. Como aquele olhar que demora um segundo além do necessário. Ou um toque que nunca aconteceu… mas ainda vive na possibilidade.
Resolvi me apresentar. Não como quem entrega um nome qualquer, mas como quem se aproxima devagar, sentindo o espaço entre dois estranhos que, curiosamente, já não parecem tão estranhos assim.
Talvez você não saiba nada sobre mim. Ainda. Mas gosto de imaginar que, nesse exato instante, existe um fio invisível nos conectando algo sutil, quase perigoso, do tipo que a gente não corta… só deixa tensionar.
E então eu me pergunto, como em uma dessas noites em que tudo parece possível: será que toda boa história começa assim? Com um acaso despretensioso… ou com aquela sensação inevitável de destino disfarçado?
Sou uma romântica incurável. Daquelas que não apenas vive, mas enquadra a vida como se cada momento fosse uma cena esperando para ser sentida. Eu não vejo encontros, eu vejo histórias começando. Não vejo olhares, eu sinto subtextos. E, honestamente, nunca acreditei muito em timing errado… talvez seja só o universo ensaiando a versão perfeita.
Eu me apaixono pelos detalhes. Pela pausa antes da resposta. Pelo jeito que alguém sustenta o olhar como se dissesse mais do que deveria. Pelo quase… sempre pelo quase. Porque existe algo profundamente sensual em tudo que ainda não se completou. No que provoca, insinua… e espera.
Meu apelido? Menina filme. Porque na minha vida, tudo acontece ou pelo menos tudo ganha trilha sonora, luz certa e significado. Comigo, o comum nunca é só comum. Eu gosto de transformar momentos em memórias que ficam.
Amo dançar enquanto cozinho, com o corpo solto e o pensamento longe. Amo o silêncio quente de um banho no escuro, iluminado apenas por uma vela, onde tudo parece mais lento… mais intenso… mais verdadeiro.
E talvez, só talvez, se você estivesse aqui comigo…
isso já não seria mais apenas um texto.
Mas o começo de alguma coisa